<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513</id><updated>2010-03-17T06:31:19.535-03:00</updated><title type='text'>7erros</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>272</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-2800970322751049677</id><published>2008-10-24T00:59:00.001-02:00</published><updated>2008-10-24T00:59:23.060-02:00</updated><title type='text'>Digitais</title><content type='html'>&lt;div style="float: right; margin-left: 10px; margin-bottom: 10px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/advogadissima/1813495703/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2375/1813495703_2eb3f42516_m.jpg" alt="" style="border: solid 2px #000000;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/advogadissima/1813495703/"&gt;Golden Cinderella&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Upload feito originalmente por &lt;a href="http://www.flickr.com/people/advogadissima/"&gt;Renata Baião&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Uma vontade do mar se apodera de mimNão sei explicar.Talvez a leveza das ondasno desejo  talvez de transcender, ir alémtalvez pelo amor que se desenrola no friotalvez a ilusão que anda no tapete mágico Todo amor floresce em mim nesta noiteParece que todas as estrelas me olhamMeus pés sonham entrelaçar os teuse a minha boca procura a tua boca Meu corpo quer beber a tua água A dança no silêncio pousa na músicagotas de sereno se derramam ao olhare as palavras jorrando das digitaisprocuram as tuas mãos nesta noite   em que o vento que me descobre se veste de branco&lt;br clear="all" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-2800970322751049677?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/2800970322751049677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=2800970322751049677' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/2800970322751049677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/2800970322751049677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2008/10/digitais.html' title='Digitais'/><author><name>Turandot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01445844231200253998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13598607672166655994'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-7498299780153595590</id><published>2007-08-05T18:16:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T02:07:12.281-02:00</updated><title type='text'>Pelo amor e por causa do desespero</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_97ILXE9n7LA/RrY-sP-IXmI/AAAAAAAAAAM/dL6cdGUq_8g/s1600-h/image00133.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095328958338588258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_97ILXE9n7LA/RrY-sP-IXmI/AAAAAAAAAAM/dL6cdGUq_8g/s320/image00133.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“&lt;em&gt;Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada&lt;/em&gt;.”(&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector"&gt;Clarice Lispector&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas mudam a nossa vida dramaticamente.O amor e o desespero.&lt;br /&gt;O amor transforma pela necessidade de afeto, de carinho e de abrigo, um ser humano enamorado é capaz das coisas mais inacreditáveis e maravilhosas para realizar um amor.O desespero modifica uma pessoa pela falta de ar, pela impossibilidade de encontrar uma saída, pela absoluta perda da razão, uma pessoa encurralada é capaz das coisas mais terríveis pra escapar.O desespero pode ser uma perda definitiva, o amor um inesperado ganho.&lt;br /&gt;Porém ambos são uma espécie de delírio, um desvairado sentimento, um nos tira do eixo porque desloca o nosso centro para um outro corpo e o outro tira a nossa razão porque a ameaça pode significar a impossibilidade de existência no futuro.Embora pareçam ser bem diferentes, o amor e o desespero se assemelham no cerne.A falta de amor pode provocar o desespero e quem ama ás vezes pode se sentir desesperado.Nos desesperamos por amor e muitas vezes amamos por desespero.Porém de todos os desesperos o menos cruel é o desespero por amor.O amor gera novas vidas, o desespero pode provocar o suicídio.&lt;br /&gt;Porque desespero mesmo é um pai que coloca a sua vida em risco quando vai buscar o filho viciado na casa de traficantes de drogas e o encontra desacordado quase em coma. E amor é um casal que se encontra por acaso e que vê nascer uma necessidade infindável de se ver, é a mágica que transforma sal em açúcar, amor é quando ela dá um cheirinho no seu pescoço e aquela sensação de arrepio é um sentimento que mistura o seu desejo pelo feminino com a sua fragilidade de menino. O desespero é um pesadelo que você jamais queria ter vivido ao passo que o amor é um sonho do qual você jamais queria acordar.&lt;br /&gt;Sentimentos tão distintos que movem nossos moinhos, há situações tão desesperadoras que achamos que jamais vamos sair delas. O desespero bate ao vermos as coisas que julgávamos piamente serem sólidas em nossa vida, serem subitamente transformadas em pó Como o diagnóstico de uma doença incurável ou da morte de alguém querido. Mas vida é sábia, ela nos faz renascer das cinzas, sobreviver a queda nos mais profundos abismos, a resignificar tudo aquilo em que acreditávamos. “Quando o coração sofre pelo que foi perdido, o espírito se alegra pelo que ficou.”(Epigrama Sufi)&lt;br /&gt;E o amor nos move na direção daquilo que julgamos ser o lugar mais seguro do mundo, o macio dos braços do nosso amor, seu colo, seu peito, sua boca. O amor é o nosso céu estrelado, é a nossa janela aberta, são as nossas asas eternamente abertas para o vôo mais alto que a nossa alma será capaz de alçar...&lt;br /&gt;“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.”(Aristóteles)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-7498299780153595590?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/7498299780153595590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=7498299780153595590' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/7498299780153595590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/7498299780153595590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/08/pelo-amor-e-por-causa-do-desespero.html' title='Pelo amor e por causa do desespero'/><author><name>Turandot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01445844231200253998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13598607672166655994'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_97ILXE9n7LA/RrY-sP-IXmI/AAAAAAAAAAM/dL6cdGUq_8g/s72-c/image00133.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-4943262939285354965</id><published>2007-03-03T12:13:00.000-03:00</published><updated>2008-12-12T02:07:12.569-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bYVPn58Lhp8/RemQtgbE3-I/AAAAAAAAAAg/X7sBA9o7Aak/s1600-h/adormecidos.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037716769662623714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bYVPn58Lhp8/RemQtgbE3-I/AAAAAAAAAAg/X7sBA9o7Aak/s400/adormecidos.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;CIRCULO VICIADO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Fechou o livro e olhou para o parque.&lt;br /&gt;Entardecia. Uma bruma delicada subia da relva, esgarçando-se nas folhas da cerca viva. O sol descia suavemente atrás das árvores.&lt;br /&gt;Estrelas começavam a surgir, quando respondeu:&lt;br /&gt;- É apenas um livro idiota, um romance sobre uma jovem aristocrata e o namorado pobre.&lt;br /&gt;Ele sorriu irônico e segurou o livro com cuidado, como se pegasse fogo.&lt;br /&gt;Agastada, ela correu para a porta de casa, os sapatinhos macios magoando-se nos espinhos. Correu atrás dela, prendeu seus braços e a beijou. Ela então......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está lendo aí?&lt;br /&gt;Assustada, largou o livro e deixou cair o marcador de couro verde.&lt;br /&gt;Por trás do sofá, ele tentava ler o título, enquanto ela chutava o pobre para baixo da mesa. O rapaz pulou em direção ao volume. Lutaram durante alguns segundos, até que a jovem, vencida, deixou que ele pegasse a presa.&lt;br /&gt;- Memórias de Cantervillle - confissões de uma milionária... desde quando você lê estas coisas?&lt;br /&gt;- Desde quando me dá vontade. Leio o que me interessa e você não vai querer agora tomar conta das minhas leituras, como tenta fazer com os pensamentos.&lt;br /&gt;Ele deixou cair o livro, aborrecido.&lt;br /&gt;- Não regulo suas leituras, muito menos seus pensamentos, fiz apenas um comentário sem maldade.&lt;br /&gt;- E eu estou cansada deste tipo de observação casual que se destina a me policiar...&lt;br /&gt;Ele tentou conter a irritação, se aproximou dela, mas continuava aborrecida.&lt;br /&gt;Jogando o livro longe, se atirou na poltrona e ligou a televisão......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele enfiou a chave na porta, tive que parar a leitura e esconder o livro.&lt;br /&gt;Como explicar que preferia ler sobre relacionamentos à especulação filosófica?&lt;br /&gt;Fingi que acendia um incenso. O perfume delicado inundou o pequeno conjugado.&lt;br /&gt;Apanhei a Suma Teológica. Quando ele me beijou, cheirava à cebola. Representei estar apaixonada, segurei sua cabeça e a coloquei entre meus seios.&lt;br /&gt;Ele tentou abrir a blusa, aleguei uma dor de cabeça forte, pedi uma massagem tântrica.&lt;br /&gt;Retirei a coberta de seda e deitei no sofá esfiapado.&lt;br /&gt;Delicadamente, começou a manipular minha coluna maltratada. Pensei nos personagens do livro e refleti:&lt;br /&gt;- É um bom homem, apesar de tudo.&lt;br /&gt;Mas era muito pouco para mim.&lt;br /&gt;Ele se levantou, de repente, irritado, diferente, não entendi o que acontecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Livro de papel ? Menina, onde encontrou?&lt;br /&gt;Você larga a leitura e responde depressa: no depósito de lixo, ia usar para acender o fogão. O carvão acabou.&lt;br /&gt;Seu homem olha interessado para o livro, tenta folhear algumas páginas, ler o entediava.&lt;br /&gt;Seu homem é viciado em programação neural, nunca entenderia a graça de ficar horas apenas imaginando, sem vivenciar, catando letras numa folha amarelada.&lt;br /&gt;Você sabe que é absurdo, antiquado, irreal.&lt;br /&gt;Mas no momento, tudo se tornou antiquado e irreal, quando você só dispõe de uma caldeira velha, um fogão do século passado e as ruínas de uma casa velha para se abrigar da chuva ácida.&lt;br /&gt;Ele joga o livro no fogo e seu coração sangra enquanto você vê as páginas retorcidas sendo destruídas. Onde achará outro livro de papel?&lt;br /&gt;Seu homem junta as mãos diante de fogo e profetiza:&lt;br /&gt;- Amanhã vai fazer muito mais frio do que hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ainda lê estas bobagens de Ficção Científica? Veja só, ninguém previu este calor infernal que estamos vivendo.&lt;br /&gt;Olhei para ele:&lt;br /&gt;- Estamos vivendo?....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-4943262939285354965?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/4943262939285354965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=4943262939285354965' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/4943262939285354965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/4943262939285354965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/03/maria-helena-bandeira.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bYVPn58Lhp8/RemQtgbE3-I/AAAAAAAAAAg/X7sBA9o7Aak/s72-c/adormecidos.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-6348572794339881790</id><published>2007-02-15T08:19:00.000-02:00</published><updated>2008-12-12T02:07:12.796-02:00</updated><title type='text'>MARCELO FERRARI</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9N2wi6HNW-A/RdQzJ44N5qI/AAAAAAAAAA0/U6z-CRQkbzw/s1600-h/mdd3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031702928659703458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9N2wi6HNW-A/RdQzJ44N5qI/AAAAAAAAAA0/U6z-CRQkbzw/s200/mdd3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Toca Raul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Se eu fosse você..." Esta idéia não é o tele transporte da interprise adaptado pra psicologia de aconselhamento? Pense bem, se eu fosse você, você não seria você, você seria eu, e sendo eu, como o meu aconselho poderia estar sendo dado a você? Entende? Bem, estando isto claro, se eu fosse você, esperaria do autor deste texto, eu, no caso, palavras e idéias coerentes, com sentido, seja lá o sentido que você dá a palavra sentido. Não é isto que irá acontecer. Ainda dá tempo de parar de ler. Se bem que você está vendo que o texto é curto e você já está quase na metade. Mas continuando, este que vós fala, eu, no caso, não está aqui hoje pra dizer nada que possa ser lido e compreendido. Hoje não é dia de fazer sentido, assim como domingo não é dia de fazer rotina. Hoje é dia de fazer chuva. Hoje é dia de fazer a água entrar pelo vão da sarjeta, umedecendo a poeira e fecundando o grão de capim. Sim, a natura vai seguir rumo ao mar. Vai brotar da pedra dura, da rachadura, do pavimento, contrariando a cultura e a estética da coerência. Hoje é dia do raciocínio irracional. Dia do não sei. Dia de aceitar que não é preciso ser PHD em quimica pra respirar. Que viver transcende qualquer compreensão, assim como comer chocolate. Dissemos sim e a vida não disse por quê. Dissemos não e a vida sim, vai entende? Hoje é dia do Guilherme tocar Raul:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tentou e não aconteceu, valeu&lt;br /&gt;Infelizmente nem tudo é&lt;br /&gt;Exatamente como a gente quer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa chover, ô ô ô, deixa a chuva molhar&lt;br /&gt;Dentro do peito tem um fogo ardendo&lt;br /&gt;Que nunca, nada, naaaaaada, vai apagar &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-6348572794339881790?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/6348572794339881790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=6348572794339881790' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/6348572794339881790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/6348572794339881790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/02/marcelo-ferrari.html' title='MARCELO FERRARI'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07416177204968942644'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9N2wi6HNW-A/RdQzJ44N5qI/AAAAAAAAAA0/U6z-CRQkbzw/s72-c/mdd3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-117051132955940610</id><published>2007-02-03T12:00:00.000-02:00</published><updated>2007-02-03T12:07:44.713-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/1600/716115/homem%20ideal.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/320/529806/homem%20ideal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;O Homem Ideal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A primeira vez que vi Renato, minhas pernas amoleceram. Era perfeito, alto, olhos azuis, porte atlético sem exageros. Um deus grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Gerald, que nos apresentou, sorriu ironicamente. Sabia o impacto que o jovem causaria em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos uma conversa sobre algumas frases em alemão que ilustravam cartazes no consultório. Renato falava, fluentemente, várias línguas. De lá, saímos para almoçar. Ele conhecia um restaurante coreano no Leblon, escondido por bambus. Comida e paz celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começou uma amizade pontuada por jantares, cinemas, teatros e conversas intermináveis, que beiravam a madrugada. Todo livro que ele amava, cada música, cada quadro, era o de minha predileção.. E ainda tinha um humor irônico e surreal, parecido com o meu. Almas gêmeas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato mantinha-se, estritamente, nas brincadeiras amistosas, sem arriscar mesmo um aperto de mão mais indiscreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentara, é claro, com jantares à luz de velas em meu apartamento, que terminavam em sessões de vídeo, ao lado de muita pipoca e frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já começava a desanimar, imaginando que ele deveria ter algum problema de saúde, ou era gay, quando o imprevisto aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite, voltando do teatro, após uma cansativa sessão de masturbação intelectual explícita, Renato segurou minha mão, carinhosamente, dentro do carro. Depois, me abraçou e continuou a dirigir com uma mão só, enquanto eu me sentia aconchegada e incrédula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando parou o carro, antes que tentasse descer, ele me prendeu com força e começou a me beijar furiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu novamente a partida e, sem uma palavra, seguiu em direção aos motéis da Avenida Niemeyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendia nada, nem me importava. Finalmente conseguira romper o gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro estava a uns 200km por hora, mas não parecia. Se não visse as árvores e os morros desaparecendo, velozes, pelos vidros laterais, a impressão era de um passeio dentro da noite silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato olhava sério para frente. Senti uma onda de amor por ele e um desejo irresistível de manifestar meu sentimento em gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mão roçou sua nuca, desceu para o braço e caminhou pela perna. Podia sentir os músculos se retesando sob a calça justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, Renato largou a direção e me abraçou com violência. Seus lábios procuraram os meus, ofegantes e urgentes e não tive tempo nem de reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o carro, desgovernado, bateu na mureta que separava as pistas, descreveu uma curva de 180 graus, indo se espatifar na montanha, no lado do motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o primeiro impacto, fui atirada contra o painel e agora estava caída, imprensada junto da porta, me sentindo completamente tonta, enquanto um filete de sangue escorria da minha testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato permanecia debruçado no volante, sem movimento algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apavorada, levantei sua cabeça e puxei seu corpo para trás, descobrindo, através de um corte no tórax, as delicadas engrenagens que eram o núcleo central do sofisticado sistema motor do primeiro andróide LOVE exe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o painel, o olho, arrancado da órbita de silicone, piscava ainda, ironicamente, para mim.&lt;br /&gt;..&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-117051132955940610?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/117051132955940610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=117051132955940610' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/117051132955940610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/117051132955940610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/02/maria-helena-bandeira.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116992404148358347</id><published>2007-01-27T16:50:00.000-02:00</published><updated>2007-01-27T16:56:27.830-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/1600/767197/gato%203.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/400/422936/gato%203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;HUMANIDADE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O pequeno robô JMNXP4 da série 315 caminhava nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que começara o programa Humanidade 1000 nunca tivera tantas emoções perturbando seus circuitos.&lt;br /&gt;Estava próximo o dia em que poderia se considerar Humano Categoria 1, o máximo que os andróides conseguiam atingir, glória suprema de ser igual aos criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudara muito, aprendera coisas absurdas para sua razão matemática – guerras, fome, assassinatos, suicídios, doença e dor.&lt;br /&gt;Com paciência dissecara os motivos, tentara entender a lógica oculta, adormecera com os neurônios positrônicos hiper-aquecidos de pura exaustão intelectual e psíquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dotado de todas as emoções humanas, mas não conseguia compreender.&lt;br /&gt;Por isto estava excepcionalmente nervoso neste dia em que faria a prova final, de habilitação específica.&lt;br /&gt;Se passasse, seria o primeiro de sua espécie a atingir este estágio. Poderia até casar com a bela Roxane.&lt;br /&gt;JMNXP4 não era imune ao amor. De todos os sentimentos que herdara achava o mais fácil de entender. E assim, seguia para o Centro de Treinamento com o coração, que não tinha, apertado dentro do tórax de plastileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal chegou ao jardim, viu um homem espancando um cãozinho magro. Aproximou-se e explicou gentilmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não deve bater neste pequeno animal, ele é indefeso e seu tamanho totalmente desproporcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É meu cão e você não tem nada com isto. Eu o comprei bem caro e ele me mordeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve ter mordido por algum motivo, cães não atacam sem razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não respondeu e passou a agredir mais violentamente o animal. JMNXP4, irritado com tanta crueldade, arrancou o bastão da mão do outro e com um soco o jogou no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma hora a sirene tocou e uma voz advertiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cem pontos perdidos na taxa de humanidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno robô, perplexo, protestou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas os homens não devem ter compaixão pelos mais fracos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os humanos sempre serão mais importantes que os animais. Não pode agredir um homem para defender um cão. Deveria ter seguido em frente, sem tentar interferir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JMNXP4 engoliu as lágrimas. Neste momento o homem veio para ele com o bastão no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com medo de tomar a decisão errada, ficou parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro acertou o bastão no seu braço e estilhaçou a carne de plastileno, danificando os canais de alimentação.&lt;br /&gt;O pior foi ouvir a voz repetir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Duzentos pontos perdidos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não interferi. Fiquei parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Exatamente. Você deveria ter se defendido. Humanos sempre reagem aos seus agressores, especialmente se forem mais fortes do que eles.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem vinha em sua direção novamente e o robozinho ficou indeciso. O braço danificado iria custar caro e a voz dissera que devia reagir.&lt;br /&gt;Sentia muita raiva do outro, pois ele o fizera perder 200 pontos. Com uma pancada seca, quebrou seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Final da experiência. Impulsos agressivos exagerados. JMNXP4 está reprovado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a chorar e quanto mais chorava mais pontos perdia na taxa de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o cachorro, que apesar de ferido pelas pancadas, lambia o dono e gania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima tentativa, ia fazer a prova para Animal Doméstico.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116992404148358347?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116992404148358347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116992404148358347' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116992404148358347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116992404148358347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/01/maria-helena-bandeira_27.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116870948419206796</id><published>2007-01-13T15:27:00.000-02:00</published><updated>2007-01-13T15:33:17.963-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;Aquela Cinderela&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/1600/738387/cinderela%201.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/400/43997/cinderela%201.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Aquela nossa irmã sempre foi um encosto na vida da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, irmã apenas de consideração, como dizem os camponeses, porque o pai dela casou com nossa mãe, ambos viúvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o princípio percebemos que era meio doida. Falava com pássaros e ratos e cantava nas horas mais improváveis, acordando os cristãos que dormem em horário de pessoas normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o pai morreu, a coisa piorou muito e nossa mãe foi obrigada a coloca-la para trabalhar, esperando que a terapia ocupacional a libertasse das fantasias. Ela se preocupava muito com esta herança filial do marido, mas nunca foi compreendida e só recebeu da enteada ingratidão e injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo conosco, sempre foi assim, esquisita. Queima nossa roupa com o ferro de passar e deixa amarelar os lençóis alvos de verão. Mas o pior foi hoje, quando tentou usar minhas faixas para consertar um vestido velho, na esperança de conseguir ir ao baile do príncipe. E ainda roubou o colar que minha irmã jogou no lixo. Por sorte, o gato nos avisou, do contrário, teríamos que aturar uma companhia desagradável na festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos com mamãe na carruagem e deixamos a mana chorando, coitada – como poderia pensar que o príncipe iria olhar para ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois qual não foi nossa surpresa quando entrou na festa como convidada desconhecida, com um vestido deslumbrante, carruagem moderna e tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ódio! Mais tarde veio com uma conversa de fada-madrinha, abóbora, coisa de pirada, mas nós sabemos que ela devia ter dinheiro escondido que desviou de papai, ladra safada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior foi o truque sujo que usou para chamar a atenção. No meio da dança com o príncipe, ela fugiu, deixando o idiota com cara de bobo. Mas teve o cuidado de deixar um sapatinho de cristal para ser achada mais tarde. Ninguém tem um pé atrofiado como aquele, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo aconteceu como a espertalhona planejou – impossível que outra moça pudesse calçar aquele sapato minúsculo. Bem que a gente tentou, mas foi em vão. Ainda consegui quebrar o desgraçado,mas ela mostrou o outro pé e não teve jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vive lá no palácio na maior mordomia e não aparece sequer para uma visita. É como diz minha mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ingratidão dos ricos é proporcional a sua falta de memória.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;********&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116870948419206796?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116870948419206796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116870948419206796' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116870948419206796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116870948419206796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/01/maria-helena-bandeira_13.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116809210383448893</id><published>2007-01-06T11:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-06T12:01:43.863-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;FELIZ 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffcccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffcccc;"&gt;&lt;strong&gt;CORAÇÂO SUBURBANO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffcccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Ligações Perigosas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- “ Alô?... Sharon Cristina?...”&lt;br /&gt;- “É ela mesma... Oi, Laurinda!... puxa menina, cê ta sumida aqui da vila, o que é que tá acontecendo?... O Alfredo andou perguntando por você...”&lt;br /&gt;- “Pois é, cara, dei um tempo no pedaço... Depois do negócio do afogamento, a minha barra ficou meio suja...”&lt;br /&gt;- “O pessoal não acreditou muito que tu, a melhor nadadora do Encantado Tênis Clube tivesse precisado de respiração boca a boca... e logo de quem...”&lt;br /&gt;- “Pior que é a mais pura verdade,Sharon... O pobre do Alfredo só quis me ajudar e a maluca da mulher dele chegou fazendo cena... sobrou até pro Ali Babá...”&lt;br /&gt;- “ O Ali Babá tomou um socão no olho, tá de óculos escuros até hoje, jurando que nunca mais encobre as safadezas do Alfredo.”&lt;br /&gt;- “ O Ali é gente fina... nós temos conversado muito ultimamente...”&lt;br /&gt;- “Ahn...”&lt;br /&gt;- “Conversado só... sem maldade... só amizade mesmo. E o Alfredo, como é que ele vai? Voltou com a pirada da mulherzinha dele?”&lt;br /&gt;- “ Não é que voltou?”&lt;br /&gt;- “Engraçado... e ele disse que não queria ver mais a perua nem pintado...”&lt;br /&gt;- “Mas voltaram... tão no maior amasso... aquela ali não tem vergonha na cara mesmo.”&lt;br /&gt;- “Menos ainda tem o safado do Alfredo!... Sujeito mais frouxo!... Leva porrada e ainda pede bis!... Se fosse eu não olhava na cara dela nunca mais na vida!...&lt;br /&gt;- “É, mas não é ... e eles estavam no maior love no Baile do Caveira e no Encantafolia do Enchanted. Nem parecia que andaram se esbofeteando. O diabo é que entende aqueles dois!... O negócio ali é do tipo quando bate, fica”&lt;br /&gt;- “Falta de vergonha na cara, isto sim!...”&lt;br /&gt;- “Ah, é.”&lt;br /&gt;- “Bem, Sharon, se tu vires o Alfredo, manda um recado pra ele: diz pra esquecer o meu nome, rasgar meu telefone e não passar nem na minha porta que não sou mulher de andar em bocas de comadres.”&lt;br /&gt;- “Tudo bem, Laurinda. Estou contigo e não abro. Pode deixar que eu dou o recado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “ Alô?.... Sharon!... Que legal!... Tava pensando em você agora mesmo...”&lt;br /&gt;- “Menina... nem te conto... sabe quem ligou pra mim agora mesmo?... A Laurinda!...&lt;br /&gt;- “Aquela piranha?!... Mas que cinismo!... Ela não sabe que você é minha melhor amiga?...”&lt;br /&gt;- “Sabe, claro... ela queria te chatear mesmo... Disse que o Alfredo tem ligado pra ela todo dia... mas ela não atende... te chamou de pirada e ainda disse que não tem vergonha na cara pra continuar com ele...”&lt;br /&gt;- “Sem-vergonha é ela, dando em cima de um homem amarrado em outra...”&lt;br /&gt;- “Eu disse pra ela que vocês tão no maior love... ela não gostou nada...”&lt;br /&gt;- “Bem feito. Que vagaba, não é?”&lt;br /&gt;- “Uma falsa aquela Laurinda...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “ Alô. Alfredo?...”&lt;br /&gt;- “Fala, meu quindinzinho... “&lt;br /&gt;- “A Sharon me disse que a Laurinda contou que tu telefonas pra ela todo dia, manda flores, bombons e o escambau...”&lt;br /&gt;- “Ta maluca, mulher!... Vai acreditar em fofoca de comadres. Já te disse que esta Sharon é a maior mentirosa... Que absurdo!... Desde aquele barraco que tu armaste na praia de Copacabana, depois do afogamento dela, a D. Laurinda nem aparece mais aqui no Encantado...”&lt;br /&gt;- “Ah, tu notou, é, safado?!...”&lt;br /&gt;- “Claro, coração, eu não sou cego nem surdo. E quero mais é que fique por lá onde estiver e não volte nunca mais pra perturbar o meu amorzinho...”&lt;br /&gt;- “Jura?...”&lt;br /&gt;- “Juro, minha paixão. Tu és a principal...”&lt;br /&gt;- “Ahn???...”&lt;br /&gt;- “A única.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Alô? Laurinda?...”&lt;br /&gt;- “ Oi, amor... “&lt;br /&gt;- “Que história é essa de abrir pra Sharon que eu ligo pra ti todos os dias, te mando flores e bombons?... Se tu não ficar na tua, não vai dar pra continuar... Minha mulher ta na minha cola e já tou de saco cheio de aborrecimento por causa destas chiricas de vocês.... Até meu amigão, sangue bom, o Ali Babá tá de tromba comigo por tua causa... Se eu não fosse escravo do teu feitiço, já tinha me mandado há muito tempo!...”&lt;br /&gt;- Minha causa!!!... Essa é demais!!!... e eu não falei nada praquela falsa da Sharon... muito pelo contrário, disse que não te via há um tempão...”&lt;br /&gt;- “Então se segura que eu vou manter a nossa versão... tchau, amor... tô louco de saudades...”&lt;br /&gt;- Eu também...vem rapidinho pra tua Laurindinha, vem... vamos fazer um marinheiro perneta...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Puxa, Sharon, eu disse a você que não via o Alfredo há muito tempo, que história é essa de você estar espalhando pro bairro todo que ele me manda flores e bombons?...”&lt;br /&gt;- “Eu?... mas que mentira!.. Quem te disse isso, Laurinda?...&lt;br /&gt;- “Não interessa!... mas olha aqui, guria, se eu souber que você falou mais uma vírgula sobre a minha pessoa em relação aquele babaca do Alfredo, eu te quebro a cara. E deixo a dentadura parar lá em Honório Gurgel...&lt;br /&gt;- “Mas...”&lt;br /&gt;- “Fui.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Alô?... Alfredo!... tu demorou... pensei que não ligasse mais hoje...”&lt;br /&gt;- “Pois é, Sharon, tá complicado... a mulher tá na minha cola... a chata da Laurinda no meu pé... aquela ali não tem desconfiômetro mesmo... não sei porque fui tirar ela do mar...”&lt;br /&gt;- “Tu não presta, Alfredo...”&lt;br /&gt;- “Eu não presto, mas eu te amo...”&lt;br /&gt;- “Também te amo, safado...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “ Vai pro inferno, sua piranha arrombada!!!...”&lt;br /&gt;Clic.&lt;br /&gt;- “Alô?!... Alô.!!!??? Que droga é esta???... Me acordar no meio da noite pra me xingar... só pode ser coisa da Laurinda... mas a voz era igualzinha a da Sharon Cristina. O que será que deu nela?... Não se pode mais confiar nem nas amigas, hoje em dia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;******************&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116809210383448893?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116809210383448893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116809210383448893' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116809210383448893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116809210383448893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2007/01/maria-helena-bandeira.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-114741138349096375</id><published>2006-12-13T03:17:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T18:43:41.436-02:00</updated><title type='text'>ALE EDO</title><content type='html'>&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;MR. MÃNEI&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mr.Mãnei já conseguiu comprar vinte casas. porém nunca soube de um lar a venda. comprou duzentos relógios de ouro. mas só aprendeu a ver as horas quando entendeu que nada é uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr.Mãnei comprou flores brancas, vermelhas, douradas. arranjou sorrisos em muitas bocas namoradas. todas muito fugazes, mas uma delas era professora e o ensinou a cultivar a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mr.Mãnei queria perpetuar essa consciência da alegria. não conseguiu negociar com a consciência. mas comprou a ciência. assinou um seguro que lhe garantia a primavera. no entanto, o seguro não lhe assegurava a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Mr.Mãnei comprou a professora, assinando um contrato de casamento. ele assinou sem ler que, a partir dali, a professora deixaria de ser uma professora para ser mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve dez filhos com ela. só não teve onze porque viu que a professora já não tinha olhos para ele nem para a primavera. ela só tinha olhos para aquelas crianças barulhentas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Estressado e carente, Mr.Mãnei só queria um pouco de atenção. em busca de paz, passou a freqüentar a farmácia todo santo dia. Sempre comprava dez comprimidos de silêncio. Mas nunca conseguiu engolir a verdade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-114741138349096375?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/114741138349096375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=114741138349096375' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/114741138349096375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/114741138349096375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/12/ale-edo.html' title='ALE EDO'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116567615094520998</id><published>2006-12-09T12:52:00.000-02:00</published><updated>2006-12-09T12:55:51.126-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/1600/48493/Dunas.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/320/127759/Dunas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;A Mensagem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“E o homem destruirá tudo que foi criado.” (antiga profecia em Sírius)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O sol não deixava distinguir o objeto cintilando sobre a água, sólido e escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robinson saiu da palhoça protegendo olhos: “Parece uma garrafa.”&lt;br /&gt;Aproximou-se do mar tentando ver melhor - brilho e oscilação não permitiam certezas.&lt;br /&gt;Sentou-se, esperou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maré lentamente trouxe a coisa flutuante em direção à arrebentação. Ondas a jogaram na areia.&lt;br /&gt;Era mesmo uma garrafa.&lt;br /&gt;Simples, de vidro escuro, vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robinson olhou para ela longo tempo, desanimado. Precisava de tudo, longe da civilização, mas não saberia o que fazer com mais garrafas de vidro vazias. Já montara quebra-luzes, aparadores de velas feitas de gordura, enfeites, mesas e elas continuavam chegando.&lt;br /&gt;O mar era imenso escoadouro de recipientes de vidro e plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhou a garrafa e sacudiu, mais por hábito do que esperança. Coração socou as costelas magras.&lt;br /&gt;Percebera crepitando dentro dela um papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionado, tentou retirá-lo com o graveto, mas a ansiedade atrapalhava.&lt;br /&gt;Pensou em quebrar, desistiu, não queria cacos contaminando a ilha, ferindo animais.&lt;br /&gt;Com cuidado, dominando os nervos tensos, conseguiu, finalmente, resgatar o papel.&lt;br /&gt;Havia uma mensagem.&lt;br /&gt;Depois de vinte e seis anos, comunicação, ainda que unilateral, com outro ser humano!&lt;br /&gt;Desdobrou o bilhete e leu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secura absoluta manteve o cadáver intacto, através das eras, no mesmo lugar da praia onde caíra fulminado.&lt;br /&gt;Areia cobriu corpo, garrafa, papel. Depois a palhoça que ventos jogaram ao chão. Arvores desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem usar o psi, HJ45 percebeu a excitação do Doutor Robinson. Acabavam de realizar mais uma escavação nos areais de outra ilha ao norte do Equador.&lt;br /&gt;O arqueólogo era um dos poucos no planeta que ainda se interessava por este tipo de esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HJ45, como todo o resto da humanidade, biológica ou robótica, considerava bobagem desnecessária, mas se abstinha de pensar isto em padrões cerebrais que seu amigo pudesse receber.&lt;br /&gt;Aceitara participar da expedição por algo que acometia robôs humanóides nos últimos anos – depressão por imortalidade.&lt;br /&gt;A prescrição médica habitual era sair da civilização e entrar em contato com mundos e idéias antigos.&lt;br /&gt;Nada melhor do que acompanhar seu amigo, o excêntrico Doutor Robinson, na sua busca de civilizações perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O robô nada via de interessante nos objetos descobertos: corpo mumificado, com fiapos de barba e cabelo grudados ao crânio escuro, pedaços de tecido esfarrapado e encardido do que foram um dia suas vestes. Ao lado, cacos de algo lembrando plastifeno vitrificado escuro e retalho finíssimo coberto de sinais incompreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último item ocupava a mente do arqueólogo fazendo com que o robô recebesse suas emanações emocionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe o que é isto? - perguntou, usando o voicer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as escavações, para ficar mais próximo daqueles que investigavam, preferiam voz humana às comunicações telepáticas. HJ45 suspeitava que havia também necessidade pessoal de ocultar coisas.&lt;br /&gt;Outra vez manteve suas considerações no nível não transmitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que, Senhor?&lt;br /&gt;- Um papel, um papel escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O robô não conhecia suficiente das civilizações antigas para entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr Robinson explicou, excitado, que se tratava de algo extraordinário. Dificilmente encontrado em tal estado de conservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eram usados para comunicação. Membros desta antiga civilização imprimiam caracteres inteligíveis sobre estes retalhos.&lt;br /&gt;- Mas porque não usavam o telepater?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não havia telepatia nesta época. Nem voicer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O robô ficou atônito. Inconcebível uma sociedade que não pudesse usar telepatia ou gravações do voicer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De qualquer maneira, não é isto que importa, embora seja uma descoberta extraordinária. O que importa será decifrar a linguagem que usavam, compará-la com outras que temos nos museus. Esta, sim, será a grande conquista da minha carreira de arqueólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, interferências surgiram no campo mental.&lt;br /&gt;HJ45 ficou pálido.&lt;br /&gt;Suas emoções sofisticadas eram próximas das humanas e, embora não tivesse medo da morte que não conheceria, sentia uma grande inquietação por seus amigos biológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como previmos, guerra está começando na ponta do Sistema. Com a rapidez das transmissões mentais, breve chegará até nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutor Robinson não respondeu.&lt;br /&gt;Sentia dores atrozes, provocadas pela interferência alienígena no seu campo telepático. HJ45 tentava atenua-las, usando seu poderoso cérebro, enquanto o arqueólogo, curvado pelo sofrimento, procurava obsessivamente o código para decifrar a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, a situação da Terra e do Sistema Solar se agravava.&lt;br /&gt;A destruição das mentes biológicas levaria ao controle de toda a virtualidade e dos robôs.&lt;br /&gt;O que os inimigos não sabiam é que havia uma auto-destruição programada do Sistema, no momento em que a vida se extinguisse nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfraquecido, Dr Robinson desdobrou o papel e tentou pela última vez – era um cientista e sua curiosidade mais forte do que o medo ou a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Finalmente! – gritou para HJ45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com voz que mal podia se ouvir através do aparelho, decodificou lentamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Esta é minha última mensagem para vocês, humanos. Toda sua caminhada tem sido no sentido de violentar e destruir a vida que criei. Agora chega. É o seu fi....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém na Terra, no Sistema Solar, nas inúmeras galáxias e em todo universo destruído teve tempo de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********************&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116567615094520998?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116567615094520998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116567615094520998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116567615094520998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116567615094520998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/12/maria-helena-bandeira.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116569089227328596</id><published>2006-12-07T17:00:00.000-02:00</published><updated>2006-12-09T17:04:06.946-02:00</updated><title type='text'>MARCELO FERRARI</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tvenvy.com/blogimages/lostnumbers.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 1px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.tvenvy.com/blogimages/lostnumbers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Though once I was lost&lt;br /&gt;yet now I am found&lt;br /&gt;Though I was blinded&lt;br /&gt;Now I see&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4, 8&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Por fim, Clarisse se dá conta que o truque de encontrar o que está procurando só funciona de verdade quando ela desiste de procurar de verdade, e, na sua busca pela carteira de documentos, ela não está desistido de procurar, está apenas fingindo desistir como forma de continuar procurando e assim não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4, 8, 15 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Por fim, Clarisse se dá conta que o truque de encontrar o que está procurando só funciona de verdade quando ela desiste de procurar de verdade, e, na sua busca pela carteira de documentos, ela não está desistido de procurar, está apenas fingindo desistir como forma de continuar procurando e assim não funciona. “Como faço para desistir de procurar de verdade?” Clarisse se pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4, 8, 15, 16&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Por fim, Clarisse se dá conta que o truque de encontrar o que está procurando só funciona de verdade quando ela desiste de procurar de verdade, e, na sua busca pela carteira de documentos, ela não está desistido de procurar, está apenas fingindo desistir como forma de continuar procurando e assim não funciona. “Como faço para desistir de procurar de verdade?” Clarisse se pergunta. Na verdade, não é Clarisse que se pergunta, é seu personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4, 8, 15, 16, 23&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Por fim, Clarisse se dá conta que o truque de encontrar o que está procurando só funciona de verdade quando ela desiste de procurar de verdade, e, na sua busca pela carteira de documentos, ela não está desistido de procurar, está apenas fingindo desistir como forma de continuar procurando e assim não funciona. “Como faço para desistir de procurar de verdade?” Clarisse se pergunta. Na verdade, não é Clarisse que se pergunta, é seu personagem. Ou melhor, na verdade, não é Clarisse nem seu personagem que se pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4, 8, 15, 16, 23, 42&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a ler o texto. Clarisse Lispector está procurando um anel. Na verdade, não é Clarisse que está procurando, é seu personagem. Ela revista as gavetas, os armários, tudo, até que desiste. Assim que desiste, vai até a cozinha tomar chá e encontra o anel dentro de uma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Depois do chá, Clarisse resolve sair e começa a procurar a carteira de documentos. Na verdade, não é Clarisse que resolve sair e procurar a carteira, é seu personagem. Ela revista a bolsa, as gavetas, os armários, tudo, até lembrar que o anel só apareceu quando ela desistiu de procurá-lo. Então, Clarisse desiste de procurar a carteira também. Volta até a cozinha para tomar outro chá, porém, desta vez, não encontra a carteira dentro de nenhuma xícara. Não é exatamente assim, mas imagine assim mesmo, é o suficiente. Por fim, Clarisse se dá conta que o truque de encontrar o que está procurando só funciona de verdade quando ela desiste de procurar de verdade, mas na sua desistência da carteira de documentos, ela não está desistido, está apenas fingindo desistir como forma de continuar procurando. “Como faço para desistir de procurar de verdade?” Clarisse se pergunta. Na verdade, não é Clarisse que se pergunta, é seu personagem. Ou melhor, na verdade, não é Clarisse nem seu personagem que se pergunta, pois não é Clarisse nem seu personagem que está lendo o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Passei a semana inteira assistindo o seriado Lost.&lt;br /&gt;Cai na ilha e digitei os números todos os dias: 4&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116569089227328596?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116569089227328596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116569089227328596' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116569089227328596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116569089227328596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/12/marcelo-ferrari_07.html' title='MARCELO FERRARI'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07416177204968942644'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116530471891152726</id><published>2006-12-05T05:41:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T05:48:50.730-02:00</updated><title type='text'>RICARDO KELMER</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"&gt;QUEREMOS MULHER CARNUDA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Em breve, minha amiga, não mais abraçaremos vocês nem diremos assim no ouvidinho: gostooosa... Infelizmente. Pois do jeito que vai essa paranóia feminina de emagrecer, gostosas serão espécimes raríssimos. Sim, eu sei que tem homem que traça tudo que aparece. Mas até esse nunca vai achar gostosa uma magrela esquelética que mais parece um lego desmontando. Pois bem. Foi pra lutar contra esse absurdo que criamos a Samuca. Sejam todos bem vindos à Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos uma sociedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo: ajudar a mulher a se libertar da cruel ditadura da magreza. Assim teremos mais mulheres carnudas.... e de bem com a vida. Se a mulher carnuda atrai mais pretendentes, imagine a mulher carnuda e feliz! E nós, homens do sexo masculino, finalmente poderemos chamá-las novamente de gostooosas. Será uma grande festa. Membro da Samuca pagará meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse, minha querida, que homem gosta de esqueleto? Não gosta. Com exceção de antropólogo. Homem gosta é de mulher carnuda, mulher gostosa. Nós gostamos de pegar, apalpar, apertar, agarrar, espremer. Homem é parente do polvo, tem oito mãos, e todas elas, vem cá, deixa eu te dizer, todas elas amam deslizar assim, ó, pelo relevo ondulante do teu corpo, sabia?... subir e descer as protuberâncias... se enxerir nas reentrâncias... Ops, mas você não tem carne. Onde eu vou pegar? Mulher é como abismo de filme de ação: tem que ter um lugarzinho pra segurar senão adeus mocinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente as mulheres só querem ter ossos. Suam, gastam fortunas, fazem dietas impossíveis, ficam mal-humoradas, adoecem, morrem... Pra quê? Pra extirpar as deliciosas saliências com que a natureza lhes brindou e que tanto nos fascinam. Enlouqueceram? Não sei, isso tudo tá muito estranho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa paranóia é ridícula. Sei que vaidade é algo natural da espécie: o Homo sapiens se embeleza pra conquistar um bom parceiro. Mas como vocês esperam nos seduzir com ossos? Magra tudo bem, dá pra ser uma magra gostosa. Mas magrela não. Aliás, o magrelismo feminino exclui automaticamente a possibilidade de protuberância glútea, que, você sabe, nós amaaamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, em vez de invejar a mulher que tem os homens a seus pés, muitas mulheres invejam a magrela seca desnutrida. Acontece que essa, mesmo fazendo compras em Paris, não atrai o bicho homem. Tá, uma mulher obesa também é complicado. Mas é possível ser gorda e gostosa, claro que sim. Infelizmente muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo. Nessas mulheres a real felicidade se mede pela inveja óssea com que se provocam umas às outras. É o fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutem, meninas, por favor: isso é i-lu-são. E é contra essa ilusão que a Samuca luta. Oferecemos cursos gratuitos de DDM, desconexão da ditadura da magreza, com os melhores profissionais do mercado, eu inclusive. O que está esperando? Comece hoje mesmo! Venha sentir as delícias que só uma mulher carnuda pode ter! E você ainda ganha esse incrível controle remoto que também gela a cerveja. Heim? Não, não tem outro brinde, foi esse que o departamento de promoções escolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa paranóia é causada pela ditadura da magreza. Mas quem instalou essa ditadura? Arrá! O responsável por tudo isso é uma entidade muito poderosa. Ela é abstrata, descentralizada e tem ramificações em toda a sociedade e agentes infiltrados em banheiros femininos. E nós homens nunca a entendemos muito bem. É o terrível Mundamoda. Essa maléfica entidade é mantida por estilistas, donos de agências, publicitários, editores de revistas e empresários que, na verdade, têm ódio mortal das mulheres. Por isso se superam a cada dia no objetivo de torná-las infelizes em nome de um ideal de beleza que é tão ridículo quanto inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais chato sabe o que é? Muitas mulheres concordarão comigo, sim. Mas amanhã se sentirão novamente infelizes assim que passarem pela primeira banca e virem uma revista feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é preocupante, minha amiga. Mas a Samuca tem a solução. Vou te resumir como funciona o curso de DDM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nível 1: você presta atenção ao que realmente atrai os homens. Como sei que você gosta mais de sexo que de dieta, você vai conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nível 2: esqueça os elogios de seu amigo gay. Ele jamais te verá com os nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nível 3: você proíbe papo de dieta em sua casa. Sim, é necessário, qualquer amiga pode ser uma agente infiltrada do Mundamoda. Conseguiu passar desse ponto? Ótimo! Olhaí, você já tá com umas curvinhas bem apetitosas, hummm, a cinturinha boa de segurar... Desculpa, me empolguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto e último nível: você pára de comprar certas revistas femininas, a principal arma do Mundamoda. Elas na verdade são pílulas mentais que deformam a auto-imagem feminina.&lt;br /&gt;Passou desse nível? Maravilha! Olhe só pra você: você agora é uma linda mulher carnuda! E muito feliz! Uma mulher cuja maior preocupação será administrar a fila. Parabéns! Hummm, mas você... realmente... Vem cá, deixa eu te dar um abraço. Gostooooosa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;RICARDO KELMER é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116530471891152726?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116530471891152726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116530471891152726' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116530471891152726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116530471891152726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/12/ricardo-kelmer.html' title='RICARDO KELMER'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116448528785121376</id><published>2006-11-25T17:58:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T18:15:32.646-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/1600/436687/cidade%20enevoada.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7413/1346/400/413575/cidade%20enevoada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;EU&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Então ta.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade sombria lá embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Os vapores dos gases tóxicos coloridos pelas luzes dos hologramas brilhantes.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você anda até a borda do terraço e pensa em quantos de si estarão vagando pela cidade. Um aerônibos passa baixo, expelindo a fumaça preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Então ta. Vamos tentar matar todos os filhos da puta na cidade.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não sabe quantos são os replicantes. Ninguém sabe. Uma caçada destinada ao fracasso desde o início. Procurar agulha em palheiro .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há uma chance a seu favor. Você pode matá-los e eles não.&lt;br /&gt;Porque só o original tem o código para destruir seus replicantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você olha a cidade lá embaixo, entre o nevoeiro colorido dos gases e pensa em Duna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Onde andará? Na última viagem a Marte, ela devolvera o anel. Um replicante me traiu, usou minha identidade e meu código genético para violar a mulher que amei. “&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você sabe que não é apenas isto. Há uma mala de persecs na sala ao lado. Destruir pode ser muito lucrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tubo volante se aproxima. Com o peso de mil anos acossando seu gesto, você entra, digita o endereço e plana sobre os edifícios.&lt;br /&gt;Com uma rajada de laser corta a porta, estraçalha o Igual que se aproximava para abrir. Outros tentam correr, mas você os destrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Infinitamente vou acabando com as cópias de mim e continuo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de outras portas, dentro de coletivos no céu, sacrificando inocentes, em aerocarros. Em lanchonetes digitais você descobre endereços, um a um - a rede se estreitando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Perdi a conta de quantos matei iguais a mim. No espelho sinto ganas de atirar. Malditos Eus,. maldita Duna, maldita vida desgraçada.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, após anos de espera, está diante da porta que o separa do causador de tudo. O código quebrado do estuprador de Duna e do seu futuro. Por quem destruíra mais replicantes seus do que os agentes do governo constituído ou os traficantes de anfets.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta holográfica indica segurança máxima. Para você não há mais seguranças. Você é o melhor. Levou anos para chegar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfaz a porta e entra na sala cercada de mar. A profusão de holos de água dá uma sensação uterina, vertiginosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se atordoa e um raio passa perto, com um silvo delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele. O Outro. O causador de tudo. Com a pistola laser voltada para seu peito. Idiota. Ele não pode matar você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Duna, meu amor”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você atira e cai lentamente entre jatos de vermelho e dor. A morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então entende. Entre as gargalhadas do último e a suave voz sussurrante de Duna &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“ suas pernas nuas... seu sexo quente... “&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Idiota.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sou Eu.&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este conto, reduzido e traduzido para o espanhol foi publicado  na revista argentina de Ficção Científica e Fantástico Axxon (cem microcontos internacionais - número 010 )  &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://axxon.com.ar/rev/168/c-168cuento13.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://axxon.com.ar/rev/168/c-168cuento13.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116448528785121376?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116448528785121376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116448528785121376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116448528785121376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116448528785121376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/maria-helena-bandeira_25.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116398842795029745</id><published>2006-11-19T00:02:00.000-02:00</published><updated>2006-11-20T00:32:48.313-02:00</updated><title type='text'>RODOLFO VASCONCELLOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1999/2787/1600/Cacareco.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1999/2787/200/Cacareco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#ffccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Rainha do Cacareco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci do ônibus da Caruaruense defronte do restaurante Bela Vista, onde meu primo já me esperava, e seguimos direto pra Rua Vidal de Negreiros, nas proximidades da Praça Nova Euterpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira mercearia pedimos duas lapadas de cachaça, uma coca-cola e duzentos e cinqüenta gramas de queijo de coalho em pedacinhos como tira-gosto. Seguindo as orientações do primo mais experiente, pingávamos um pouco de coca dentro da cachaça e tomávamos de uma só vez. Em seguida saboreávamos um pedacinho do queijo. Cada coca-cola dava pra quatro lapadas, duas pra cada um. E assim fomos, de bodega em bodega, carregando nas mãos o embrulho com o queijo de coalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegávamos numa nova mercearia, abríamos o embrulho em cima do balcão e pedíamos duas Serras Grandes e uma coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaminhávamos pro cabaré Cacareco, que ficava num ponto mais alto do hoje chique bairro Maurício de Nassau, em Caruaru. Durante o percurso, meu primo só falava em Marina, uma linda morena clara, baixinha, por quem estava apaixonado, mas fazia sempre uma ressalva: a mulher mais bonita de lá, Dodô – assim me chamava – é Tâmara, mulher de Esquerdinha, jogador do Central e ídolo da torcida. Meu primo dizia que quando Esquerdinha chegava ao Cacareco, onde Tâmara morava, não tinha pra ninguém: ela só ficava com ele, e muitas brigas Esquerdinha já provocara por tê-la encontrado com outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que chegamos, meu primo encontrou Marina e pediu-lhe que chamasse Tâmara, pra conhecer seu primo do Recife. Enquanto esperávamos por elas, pedimos duas doses de Montilla e uma coca pra acompanhar o bolero de Núbia Lafayette, que saia pelas janelas do Cacareco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Tâmara chegou e nos olhamos, a primeira coisa que percebi foi um ar de decepção em seu olhar. Certamente esperava encontrar um homem feito e não um pirralho que acabara de completar dezesseis anos, macérrimo, cheio das “cabumbas” e metido a coisa. Eu, no entanto, fiquei encantado com sua beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha cabelos negros levemente ondulados até um pouco abaixo dos ombros, grandes olhos levemente esverdeados e lábios sensuais cheios de batom. Estava usando sandálias de meio salto bem fininho, com tiras douradas entre os dedos, uma justa saia preta bem curtinha, e um bustiê bege-claro, estampado com grandes rosas coloridas, preso apenas por um laço logo abaixo dos belos seios, quase à mostra. Tinha uns vinte e dois anos, mas já tinha consciência do poder que possuía. Não foi difícil puxar conversa com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma sala reservada, com cortinas vermelhas, poltronas muito macias com almofadas escarlates de cetim que contornavam uma mesa de centro, grande o suficiente pra caber bebidas e salgadinhos. Um dos cantos ostentava um abajur lilás e um móvel, onde guardavam-se pratos e talheres mais finos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda eram nove horas. Quase não havia clientes no Cacareco. Sentamo-nos em duas poltronas próximas e comecei a responder às perguntas de Tâmara sobre o Recife. Não queria saber do bauru do Drive-in do Derby, do “quem-me-quer” na frente do cinema São Luís, nem da praia de Boa Viagem. Ela queria informações sobre a noite recifense, sobre o movimento dos bares, das boates… Menti um bocado, pois, saindo da puberdade, conhecia muito pouco sobre aquilo. Entre uma mentira e outra, entre uma nova dose de rum e outra, ela ouvia os meus pedidos pra subirmos a um dos quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, levantava-se e ia até a porta do Cacareco observar a estrada que trazia os carros até ali. Enquanto ela olhava, tentando adivinhar se Esquerdinha fugiria da concentração pra vê-la naquela noite, ouvia meus apelos, e respondia sempre negativamente a eles, chamando-me de “menino”. Eu, batendo com a palma da mão direita sobre a carteira que estava no bolso traseiro da calça, argumentava: “Se o problema for dinheiro, deixe comigo que aqui tem bastante!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, impaciente, ela pediu-me pra não ir embora. Disse pra esperar um pouco mais. Eu esperei, enquanto tomava mais alguns tragos. Quando, puxando-me pelos braços, subíamos a escada, eu já estava meio anestesiado. Ela ia à frente, com aquela saia do tamanho de nada, deixando um rastro de perfume francês – que certamente ganhara de Esquerdinha. Eu ia atrás, sentindo-me o maior dos conquistadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto, diferentemente do que imaginara, era bem confortável, apesar de muito simples, com uma grande cama impecavelmente forrada, uma cômoda com um espelho em forma de coração, e uma cadeira, sobre a qual estavam uma bacia com água limpa, um sabonete ainda na embalagem e uma toalha branca… muito branca. Em um dos cantos do quarto e ligada por um tapete à cama, ficava uma poltrona verde-musgo com desenhos dourados. Enquanto Tâmara sentava-se preguiçosamente, após retirar a minissaia, ia, vaidosamente, explicando que só o quarto dela tinha uma poltrona daquelas, e que fora presente de um fabricante de móveis do Recife, que o visitava uma vez por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela queria conversar. Eu não. Mas não pude deixar de perguntar a Tâmara sobre a tatuagem que aparecia na parte mais alta de sua coxa direita, logo abaixo da calcinha bege de elanca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É o seu nome de guerra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantando-se, empurrou-me sobre a cama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É… É o meu nome de guerra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta dos meus excessos na bebida, ficamos no quarto por umas duas horas, pra desespero dela, que não fumava nem bebia durante o trabalho. Tomava chá como se fosse uísque, mas quem a estava acompanhando pagava sua bebida como se uísque fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegava a hora do tão prometido pagamento. Em uma das vezes que fora ao toalete, ainda lá embaixo, eu retirara o dinheiro da carteira e deixara apenas uma nota de um… Um, não sei o quê. Não sei a moeda daqueles dias, mas era apenas um…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitados de bruços na cama, um diante do outro, com as cabeças quase a se tocarem, puxei a carteira que estava na calça jogada no chão do quarto próxima à cama, retirei essa “única” nota e entreguei-lhe. Ela olhou por alguns segundos e, com a maior calma, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É só isso que eu mereço por tudo o que te ensinei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você merece todo o dinheiro do mundo! Mas eu só tenho esse agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu minha carteira, procurou mais dinheiro, revirou os bolsinhos pacientemente como se estivesse brincando de esconde-esconde, viu as fotos que trazia comigo, perguntou sobre elas e, em seguida, dobrou aquela nota de um em duas e começou a picá-la. Colocou todos os pedacinhos em uma das mãos e falou calmamente, com um leve ar de riso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Se fosse um homem, eu jogaria na cara. Mas como é um menino, eu vou jogar no chão. — E atirou pro lado e pro alto, deixando a água da bacia agitada com os pedacinhos de dinheiro a flutuar. Tâmara não estava triste nem zangada. Parecia ter certeza de que um dia eu voltaria, e então aquela conta seria acertada. Retirou a chave da porta do quarto de dentro de uma das gavetas da cômoda onde a escondera, abriu a porta e esperou, sem dizer uma única palavra, que eu saísse, mantendo o mesmo ar de riso de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei no dia seguinte, na casa do meu primo, na maior das ressacas: cachaça, queijo de coalho, Montilla, cigarros… Putz! Era muito pros meus dezesseis! E a ressaca moral?… Essa ainda estava se formando, lentamente, a cada lembrança que me chegava da noite anterior. Quando me veio a lembrança de Tâmara, senti logo raiva das mulheres que conhecera até então. Coitadas, não mereciam esse sentimento, mas, puxa vida, como é que sendo profissionais não sabiam de nada daquilo que Tâmara me ensinara, e ainda mais dando a impressão de que não era aula nenhuma, era puro prazer?…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois surgiu a lembrança do pagamento… Senti vergonha e, ao mesmo tempo, a certeza de que naquele dia de domingo, em vez de retornar ao Recife, iria outra vez ao Cacareco resolver aquela pendenga. O desejo de mostrar que já era homem, que suportava grande quantidade de cachaça, que já tinha experiências com garotas de cabaré, não permitindo que me passassem a perna – no sentido figurado – havia me levado a extrapolar meus limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfume que Tâmara usara ainda saía da camisa pendurada no espelho da cama e misturava-se ao mesmo perfume impregnado no meu corpo, embaralhando meus sentimentos com as lembranças da sua incomparável beleza e radiante alegria, do seu sonho adolescente de conhecer o Recife, da exigência de conversar com o freguês como que pra transformá-lo primeiro num amigo, da permanência do seu leve sorriso, apesar de toda aquela presepada que eu aprontara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia uma saudade produzida pela necessidade de vê-la urgentemente, pedir desculpas, pagá-la com dignidade, tentar resgatar a admiração que parecia ter sentido por mim até a hora do pagamento, o respeito que teve com a minha idade e a paciência com a minha arrogância juvenil. As lembranças mais fortes que guardava de Tâmara no meio daquela ressaca eram a expressão do seu rosto ao abrir a porta do quarto e me deixar sair, além de sua imagem seminua na poltrona do quarto, querendo conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei com meu primo ao Cacareco naquela tarde de domingo. Fui o primeiro a entrar. Dirigi-me ao balcão onde estava a mesma senhora da noite anterior e que deveria ser a dona da boate. Enquanto aproximava-me e a observava atentamente procurando detectar algum sinal de animosidade, percebi a mesma expectativa da parte dela. Ao me ver perguntar por Tâmara, esboçou um leve sorriso antes de cochichar alguma coisa no ouvido de uma bichinha que fazia suas unhas e que, girando nas pontas dos pés, subiu correndo a escada que dava nos quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primo entrou em seguida e acomodou-se numa das poltronas da salinha reservada. Enquanto a bichinha servia cerveja e colocava cinzeiro sobre a mesa de centro, algumas garotas foram chegando. Marina, a que gostava do meu primo, sentou-se logo no seu colo. Em seguida chegou Tâmara. Estava muito bonita, apesar da carinha de sono. Usava apenas uma curtíssima camisola de cetim vermelho e as mesmas sandálias da noite anterior. Acabara de acordar. Ao confirmar que todos olhavam pra ela, falou, apontando pra mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Esse aí, ontem, começou a me acariciar pelo dedo do pé! — Depois dessa vingancinha, ela sentou-se no braço da poltrona onde eu estava, deixando, de propósito, que o seu perfume me trouxesse as inesquecíveis lembranças do que acontecera no seu quarto na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os outros tomavam uns goles e se divertiam, Tâmara puxou-me pela mão como na noite anterior e levou-me escada acima. Era o final de mais uma tarde fria de julho em Caruaru. Deitou-se e pediu-me que a cobrisse. Em seguida, após um gracioso bocejo, passou a mão sobre o lençol da cama ao seu lado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tire os sapatos… Deite aqui… — E adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ao seu lado, meio intrigado, meio apaixonado, meio agradecido. No radinho de pilha pendurado no espelho da cama, o grito de “gol” a fez despertar e perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Foi de Esquerdinha? — Antes que eu respondesse, disse — Quando acabar o jogo, vá embora! Ele vem direto pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei acompanhando a sua lenta respiração e o movimento dos seus seios no mesmo compasso. Notei que a chave do quarto estava sobre a cômoda como um salvo-conduto, o sabonete ainda estava intacto na embalagem e os pedacinhos do dinheiro estavam agora todos no fundo da bacia. Só voltei a prestar atenção ao jogo quando este já havia terminado, e Esquerdinha estava sendo entrevistado por ter sido o autor do único gol da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois da entrevista, dei um beijo em sua face e deixei o melhor pagamento que minha condição de estudante permitia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornei ao Recife, morto de saudade da Rainha do Cacareco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Blog do autor:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rodolfovasconcellos.blogspot.com/"&gt;http://rodolfovasconcellos.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116398842795029745?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116398842795029745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116398842795029745' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116398842795029745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116398842795029745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/rodolfo-vasconcellos.html' title='RODOLFO VASCONCELLOS'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116385917791931142</id><published>2006-11-18T12:10:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T12:12:57.940-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/1600/lilases.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/320/lilases.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Se você Insistir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O vento me contou que os lilases floresceram&lt;br /&gt;- disse a cotovia caída no chão duro.&lt;br /&gt;Os fios responderam tremendo.&lt;br /&gt;Portas rangeram sob o peso do inverno.&lt;br /&gt;Lilases, lindos - repetiu a cotovia com voz fraca.&lt;br /&gt;O telhado se curvou, enregelado.&lt;br /&gt;É primavera, o sol canta em beirais&lt;br /&gt;- a cotovia insistia, quase sem forças.&lt;br /&gt;Um punhado de gelo caiu da árvore seca.&lt;br /&gt;Trespassou seu coração e calou sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lilases floresceram na primavera&lt;br /&gt;muito tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116385917791931142?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116385917791931142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116385917791931142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116385917791931142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116385917791931142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/maria-helena-bandeira_18.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116368470202550092</id><published>2006-11-16T11:43:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T11:45:02.053-02:00</updated><title type='text'>MARCELO FERRARI</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pitoco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pitoco é um cachorro salsicha. Sempre gostei de cachorros desta raça porque são pequenos e barulhentos. Ou seja, fáceis de tratar e excelentes sirenes de polícia. Tenho um bando. Morre uns, dá-se outros, nascem outros, e sempre tenho quatro deles pela casa. O método de preservação do grupo é o método da pouca vergonha. O filho transa, quer dizer, fertiliza a própria mãe e dela vem uma nova ninhada, onde o pai e também irmão dos filhotes. Mundo cão. Pitoco é um dos oito filhotes da ultima ninhada. Ele é o único que ainda mora com os pais. Mas ele tem outros dois irmãos que moram perto, com a tia, no sitio vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque a rixa de Caim e Abel. Talvez porque Pitoco tenha mamado no peito enquanto seus irmãos tiveram que se contentar com a ração de fubá. Talvez porque a tia tenha algum desafeto com a irmã. Mas o fato e que, se Pitoco resolve atravessar o pasto e fazer uma visita aos seus irmãos, logo é atacado pela tia e pelos ex-companheiros de útero. Na ultima visita, foi caminhando com quatro patas e voltou com três, pois uma delas tinha sido mastigada pela tia. O reverso também já aconteceu. Os dois irmãos atravessaram o terreiro e foram recebidos pelos tios da mesma forma que a torcida do Palmeiras recebe a do Corintians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, esta introdução é apenas pra você entender porque não deixei o Pitoco me seguir hoje de manhã, quando fui cortar cana. Estava descendo o pasto e, de repente, Pitoco trombou no meu calcanhar. Virei pra olhar e ele balançou as orelhas. Fez uma cara de neném que despertaria sentimentos maternos até no Incrível Hulk. Contudo, justamente por isto, ameacei chutar sua bunda. Não funcionou. Depois tentei espantá-lo com um berro. Também não adiantou. Tudo que eu fazia era paliativo, Pitoco ia e voltava feito dor de cabeça. Não vendo outro jeito. Quebrei um galho de arvore, tirei a folhas molhadas de chuva e sapequei-lhe o coro peludo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pitoco correu um pouco e me olhou triste, sem compreender o motivo de estar recendo aquela chicotada. Com dor no coração, dei a segunda chicotada e depois a terceira, até que ele desistiu de me seguir e pegou o caminho de casa. Ao chegar no canavial, constatei que a tia malvada de Pitoco estavam lá, como de costume. Se Pitoco tivesse me seguido, o pega pra capar seria feio e certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que deus escreve certos por linhas tortas, e que é preciso ter fé. Não sei se cachorro tem capacidade de ter fé ou de acreditar em Deus, mas não escrevi esta história pro Pitoco ler, escrevi pra mim e pra você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116368470202550092?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116368470202550092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116368470202550092' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116368470202550092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116368470202550092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/marcelo-ferrari_16.html' title='MARCELO FERRARI'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07416177204968942644'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116346728378890758</id><published>2006-11-13T21:11:00.000-02:00</published><updated>2006-11-13T23:41:25.000-02:00</updated><title type='text'>escritor convidado — RODOLFO VASCONCELLOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1999/2787/1600/ilustra_Sentinela.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1999/2787/200/ilustra_Sentinela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#33ffff;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A SENTINELA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Recebi o telegrama do banco confirmando minha nomeação, no dia anterior ao marcado para a apresentação. Lembro-me da alegria incontida… Até que enfim voltaria a ter um salário melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tudo muito rápido. Não tive tempo nem mesmo para comprar uma camisa social branca e uma gravata, traje de todos os bancários daquele tempo. Passara o dia entregando minhas tarefas no escritório para o funcionário que me substituiria. Só à noite percebi que precisava cortar o cabelo, e que a única camisa de mangas compridas no guarda-roupa era uma vermelha, de veludo, usada para ir às aulas no frio de Caruaru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, apresentei-me assim ao gerente do banco, onde cheguei com uma hora de antecedência. Antes do início do expediente, numa rápida reunião, fui apresentado aos colegas. Cochichos acompanhados de sorrisos provocados por minha “discreta” camisa, não diminuíram meu entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da reunião, enquanto o gerente-administrativo me passava as primeiras tarefas, tratei de garantir o emprego informando que cortaria o cabelo e compraria roupas adequadas, imediatamente. Passei aquela primeira manhã executando as tarefas mais simples da agência e aproveitando para me entrosar. Todos eram muito amigáveis, e eu não sabia mais o que fazer para agradá-los. Afinal de contas, foram três longos anos esperando aquela oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha camisa vermelha de veludo deixou de ser comentada à boca miúda. Numa roda de funcionários, próximo à hora do almoço, o assunto foi motivo de gozações e perguntas do tipo: “Onde tu comprou essa, tinha pra homem?”. Mas, antes que eu ficasse constrangido, todos contribuíram com uma enorme gargalhada coletiva, deixando-me mais à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horário determinado para meu almoço, um funcionário, escolhido pelos demais sem que eu soubesse, entregou-me uma caixa de papelão contendo uns três mil clipes de tamanhos e modelos variados, para que eu os separasse e contasse, anotando tudo numa folha de papel. Passei todo o horário do almoço executando essa tarefa, até ser encontrado pelo gerente que, constrangido, embora com um leve sorriso nos lábios, me informou que aquilo era um trote aplicado aos novatos. Entretanto, em vez de ficar chateado, confesso que até gostei. Talvez fosse um sinal de que havia sido aceito pelos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da tarde, pedi ao contínuo para comprar um sanduíche na lanchonete ao lado e fui “almoçar” na cantina da agência, que ficava nos fundos do prédio, onde também havia dois pequenos toaletes identificados à porta por duas figuras em acrílico preto, uma de saia e outra de calças. Durante o lanche, aproveitei para conhecer melhor aquela parte da agência. Tinha um pequeno fogão de duas bocas onde o contínuo preparava o café, garrafas térmicas, um pequeno armário, xícaras e produtos de limpeza. Havia também, pendurado na parede, próximo aos banheiros, um grande extintor; em face do péssimo estado da pintura, o prazo de validade devia estar vencido. Enquanto dava as últimas mordidas, me aproximei do extintor para ler as instruções. Era um modelo carregado com espuma. Ali dizia que não deveria ser utilizado em eletricidade e que bastava virá-lo de ponta-cabeça para que funcionasse. Não acreditei que, naquele estado, ele ainda fosse capaz de apagar algum entusiasmado fogo. Nunca tinha visto outro naquele estado. Curioso, aproveitando que estava sozinho, resolvi testar: queria vê-lo funcionar ou, no mínimo, ganhar pontos com o gerente por haver detectado a sua inutilidade. Acocorado no centro da cantina, virei e desvirei rapidamente o pesado extintor, e nada aconteceu. Entendi que seria necessário um pouco mais de tempo para que o mecanismo funcionasse; então repeti a trela, demorando agora uns três segundos com ele emborcado… Mais uma vez, não aconteceu nada. Certamente, deduzi, deveria deixá-lo virado até sair o primeiro esguicho e só então desvirá-lo. Assim procedi. Como um tiro, o jato de espuma veio forte, rápido e barulhento. Mal tive tempo de tirar a cara da frente do orifício. A espuma branca e densa atingiu a parede de azulejos que ficava defronte da porta da cantina, justamente onde, até há poucos minutos, estava pendurado o extintor. “Nossa mãe!!!”. O jato não parou, mesmo quando eu desvirei o extintor. Restou-me tapar o bico com a palma da mão e correr para um dos toaletes, arrastando aquele trambolho para dar vazão dentro do vaso sanitário. Após entrar no banheiro, tranquei a porte e apontei o bico para o vaso, retirando a mão. O segundo jato veio com a mesma força e barulho do primeiro. Em segundos, o vaso encheu de espuma até transbordar, obrigando-me a vedar o bico outra vez com uma das mãos, mantendo o extintor entre as pernas, enquanto com a outra mão acionava a descarga. Nada adiantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossa, preciso urgentemente fazer alguma coisa antes que alguém me veja!”. Não acreditava que aquilo estivesse acontecendo comigo. Nunca me metera numa situação daquelas. Acho que me entusiasmei pelo novo emprego, o ambiente do banco com aqueles clientes importantes entrando e saindo, aquela responsabilidade… De repente, ouvi o ranger da mola que mantinha a porta da cantina sempre fechada. Alguém acabara de entrar! Colei a orelha na porta e ouvi o barulho da xícara sentando no pires, da colherinha mexendo o café e, em seguida, tudo o que eu não queria ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Oxente! O que é isso? Alguém jogou sorvete no azulejo?!… — Era a voz do gerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado em ouvir o que acontecia do outro lado da porta, afrouxei sem querer a pressão da mão sobre o bico do extintor. Então, uma rajada de espuma imprensada foi liberada entre minha mão e o bico, produzindo um ruído peculiar, ampliado pela acústica do pequeno banheiro. Era um zumbido demorado, estridente, rasgado, cheio de altos e baixos e entonações variadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado, o gerente abriu a porta que ligava a cantina ao interior da agência e gritou para o gerente-administrativo: “Corre, Araújo! Julieta tá passando mal!”. Julieta era uma charmosa morena, secretária da Gerência. Percebi então que, além de tudo, eu me encontrava no toalete feminino. Quanta coisa passou por minha cabeça naquele curtíssimo espaço de tempo entre o grito do gerente e a chegada de Araújo e outros funcionários que se aglomeraram à porta do trágico recinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Minha nossa! Num só dia, ganhar e perder um emprego que eu tanto lutara para conseguir, ainda mais naquelas circunstâncias…” Quando Julieta apareceu, todos ficaram reticentes: “Oxente! Olha a Julieta aqui. Quem será que tá lá?”. Eu tremia todo. O extintor também. Mas ele tremia num compasso, mais lento, dando pequenos pulinhos. Parecia se sacudir como se estivesse numa contida gargalhada. Ouvi então a voz de Araújo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quem está aí? O que está acontecendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, envergonhado, humilhado, e até aborrecido por não terem notado minha falta, respondi de dentro daquele confessionário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sou eu… O novato… Entrei numa enrascada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da porta fez-se silêncio por alguns segundos, quebrado em seguida pela voz de Araújo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Abra a porta, que a gente vai te ajudar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro dia de trabalho, encharcado de suor, agarrado àquele imenso e birrento extintor, o vaso cheio de espuma pela boca e eu, preso naquele minúsculo toalete feminino, com aquela camisa de veludo vermelha abotoada até o colarinho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a fechadura, e eles abriram a porta. Foi uma gargalhada só, seguida por uma rajada de comentários… Minhas pernas tremiam incontrolavelmente. Araújo pediu para que lhe entregasse aquele maldito extintor, o que fiz agradecido, com cuidado no trocar de mãos sobre o orifício do bico. Comandado pelo gerente-administrativo, o extintor foi direcionado mais uma vez para o vaso sanitário, e o seu bico liberado para que deixasse sair toda a espuma. Mas que nada! Eles não sentiram um pingo do meu drama, pois logo se formou um pequeno tufo de espuma no bico. Não havia mais pressão alguma, a não ser a forte pressão emocional. A briga daquele extintor fora apenas comigo, que o tirara da quietude daquele antigo posto de sentinela da cantina. Baseado em sua aparência de abandono, eu não acreditei que ele pudesse estar vivo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, após receber uma nova carga de espuma, a sentinela voltou em forma, agora brilhando, com nova pintura, da mesma cor daquela minha camisa de veludo – da qual me desfiz logo no dia seguinte à emboscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos segredos deveria guardar?!… Quantas declarações de amor teria de ouvir Julieta receber?!… Quantas promessas de ágio veria o gerente recusar?!… Não conseguimos nos tornar amigos. Mas, pelo menos, nunca mais tivemos problemas.&lt;br /&gt;Nos primeiros meses depois daquela exibição de força, confesso que ficava incomodado sempre que ia à cantina e dava de cara com ele assim que abria a porta. Estático, parecia sorrir, e eu, prudentemente, demonstrava ignorá-lo. Nunca mais foi utilizado outra vez. E nunca mais o despertei de seu sono. Ali continuou sendo um território feito especialmente para ele, que era incapaz de revelar os segredos da região e de sua aparência porque só botava pra fora aquilo que queria. •&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Blog do autor:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://rodolfovasconcellos.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;http://rodolfovasconcellos.blogspot.com/&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116346728378890758?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116346728378890758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116346728378890758' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116346728378890758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116346728378890758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/escritor-convidado-rodolfo.html' title='escritor convidado — RODOLFO VASCONCELLOS'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116336983841475973</id><published>2006-11-12T20:02:00.000-02:00</published><updated>2006-11-12T20:28:53.526-02:00</updated><title type='text'>PERCIVAL TADEU FIGUEIREDO</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O SUSTO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Os olhos esbugalhados e a pele alva como o azulejo do banheiro lhe dão uma aparência fantasmagórica. A única coisa que denuncia sua condição humana é a existência de um coração palpitante, que quase lhe salta pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tia da Cantina logo percebe que há algo de errado com aquele garoto que tenta manter-se em pé apoiado em um pilar do pátio da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que foi Pedrinho, você está passando mal? — pergunta a Tia da Cantina para o esbranquiçado garoto, que leva um baita susto ao ouvir a feminina voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. Responde automaticamente o azulejinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Como não? Você está parecendo um fantasma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nem me diga isso, Tia, nem me diga isso, fala Pedrinho tentando entrar nos átomos do pilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tia da Cantina insiste com o espremido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Alguma coisa tem que ter acontecido para você ter ficado assim. Você quer que eu chame a Diretora para ela chamar seus pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não Tia, tudo bem, já está passando o susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta altura, por um fenômeno ainda não explicado que ocorre em todas as escolas, a Diretora, a Professora do Pedrinho, os outros professores, os colegas do Pedrinho, todos os outros alunos de todas as outras salas, a Servente, a Inspetora de Alunos e todos que estavam na escola, já sabiam que o Pedrinho estava passando mal, apesar de não ter passado ninguém pelo pátio enquanto o Pedrinho se esbaforava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho ia começar a contar o ocorrido para a Tia da Cantina quando a Diretora da escola chega, acompanhada por uma servente, que tenta equilibrar um copo de água com açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que aconteceu Pedrinho? — pergunta a Diretora em tom preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bom eu estava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Servente interrompe o garoto com o copo de água na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A senhora não acha que é bom ele tomá a água com açúcar? Ele tá tão branquinho, tadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Diretora saca o copo da mão da Servente e dá para Pedrinho, não lhe dando chance de recusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto bebe a poção até o fim e dá uma profunda aspirada. Quando olha ao redor se vê cercado por uma pequena multidão, que parece aguardar ansiosa a narração do ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Diretora toma a iniciativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E aí Pedrinho, o que aconteceu afinal? Você está passando bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Agora estou. — responde o rodeado, enquanto a platéia o ouve atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O que aconteceu afinal? — papagaia a Servente sobre os olhos censuradores da Diretora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bom, eu estava no banheiro fazendo xixi no mictório..., diz Pedrinho meio encabulado diante do público, quando é mais uma vez interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E aí, o que aconteceu? — Pergunta a Tia da Cantina, roubando um pouco da cena. — Porque do jeito que você saiu do banheiro..., certamente não foi por fazer xixi que você ficou daquele jeito. Vocês precisavam ver como ele saiu daquele banheiro. Com os olhos esbugalha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Acho que é melhor nós irmos para a minha sala. Lá você pode descansar um pouco e refazer-se, diz a Diretora, interrompendo a Tia da Cantina, que a esta altura já se demostrava encabulada com sua atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público, que já havia praticamente dobrado, murmura descontente ensaiando uma vaia para a Diretora, a qual é imediatamente inibida pela forte postura da comandante que já leva Pedrinho para sua sala, segurando-o pelo braço e rompendo a multidão descontente que ameaça fazer uma procissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber a natural manifestação da massa, a Diretora asperamente emana a ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Podem voltar todos para as suas salas e para os seus afazeres. Não quero ninguém atrás da gente. O rapaz precisa respirar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;strong&gt;A BOATARIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ffff99;"&gt;Nos corredores da escola, nas salas de aula e por toda parte, o assunto era um só, o Pedrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de o povo adorar uma fofoquinha, quem viu o Pedrinho ficou realmente impressionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal que não conhecia o Pedrinho perguntava o que havia acontecido com o menino que tinha passado mal. O pessoal que conhecia, mesmo que só de vista, mostrava a maior intimidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O Pedrinho, ele é muito legal, mas parece que está com uns problemas em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o outro logo emendava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É, eu sei, parece que o problema é sério mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da separação dos pais, a doenças seríssimas na família, passando por paixões e doenças terminais com o próprio Pedrinho, a boataria corria solta pela escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais ousados falavam de envolvimentos com drogas e traficantes, enquanto outros juravam de pés juntos que Pedrinho estava jurado de morte ou que era homossexual e que, por não ter se protegido adequadamente havia, infelizmente, contaminado-se com o bichinho assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas garotas, ouvindo a história da contaminação, suspiravam desapontadas: "Quem diria, ele era tão bonitinho", como quem está despachando o coitado para a última morada.&lt;br /&gt;O real e o imaginário fundiam-se e até mesmo quem conhecia o Pedrinho já não sabia mais o que era verdade e o que era invenção do pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O DIA SEGUINTE&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ffff99;"&gt;Para o desespero de todos os curiosos, boateiros e fofoqueiros de plantão, o Pedrinho não retornou para a sala de aula no dia do ocorrido, seja lá qual tinha sido o ocorrido. E para piorar a história, no dia seguinte não foi para a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém perguntava para a Diretora o que havia ocorrido com o menino, a resposta era sempre a mesma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não foi nada de grave o que aconteceu com o aluno João Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o perguntador insistia, ela complementava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pode ficar tranqüilo que não é nada com a saúde dele. Na realidade não aconteceu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o curioso persistisse, ela logo usava de sua autoridade para encaminhá-lo para onde deveria estar. Era a Servente que retornava para a sua faxina, era professor que retomava sua aula e aluno que voltava para sua sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mistério parecia não ter um breve esclarecimento. O jeito era esperar o retorno do Pedrinho, que certamente iria contar para todos o que estava acontecendo com ele. Esta parecia ser a única coisa a ser feita, até que alguém teve a genial idéia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— No final da aula nós vamos até a casa do Pedrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os componentes da comissão foram escolhidos a dedo, pois ninguém queria que o Pedrinho ficasse pensando que o pessoal estava apenas curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nós temos que demostrar respeito e preocupação, pois não sabemos por quais problemas esta passando nosso amigo, por este motivo só pode ir o pessoal da classe dele, afirmava seriamente o Representante de Sala, dando um ar oficial à organização do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal que estava fazendo parte da comissão concordou com as observações do Representante, mesmo sabendo que alguns iam ficar fora da caravana. Afinal, a coisa parecia ser séria mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Para saber como essa história termina, envie um e-mail para o autor (&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:percivaltf@yahoo.com.br" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;percivaltf@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;), solicitando o texto completo de &lt;strong&gt;ELE, LÁ E OS OUTROS&lt;/strong&gt;. Você receberá este livro inédito GRATUITAMENTE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116336983841475973?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116336983841475973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116336983841475973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116336983841475973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116336983841475973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/percival-tadeu-figueiredo.html' title='PERCIVAL TADEU FIGUEIREDO'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116326678271090711</id><published>2006-11-11T15:36:00.000-02:00</published><updated>2006-11-11T15:41:27.623-02:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/1600/gnomos.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/320/gnomos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;strong&gt;A Estupidez do gnomo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Apareceu outro gnomo no jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão vindo mais cedo este ano. Nem esperaram o início da primavera. As flores ainda não despertaram de suas camas coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está encarapitado no pontal da varanda e seu olhar me interroga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que posso responder? É claro que está tudo bem. Porque não estaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredita em mim e seu sorriso sardônico me aborrece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os gnomos são tão sarcásticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou dizendo que sou feliz e tenho certeza. Por que mentiria aos pequenos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido se foi, é bem verdade, mas de que me servia um beberrão, um pobre fracassado que só fazia dormir e não sabia cantar uma canção mais doce?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem melhor sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maldito não acredita. Deve estar pensando nos meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se os filhos se foram, vou reclamar? O caminho da vida é este mesmo. Queria que guardasse meus filhos debaixo das saias como uma ostra egoísta impedindo seu vôo? As asas estão abertas longe de mim, mas ouço seu rufar macio nas noites silenciosas. E estou feliz por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gnomo gargalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está pensando no tempo que me arrebata? Tudo tem seu momento. Não posso ter mais a beleza antiga. Estas rugas são vida e o cabelo tão ralo já nem me aborrece mais. Encontrei uma paz neste outono tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me olhou malicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber do que mais? O tempo que passou levou muito de mim, mas me deixou inteira. Estou aqui ainda, no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei estarrecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gnomo caiu, saltou, deu piruetas e se encarapitou de novo no banquinho cantarolando com a voz anasalada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No mesmo lugar... no mesmo lugar...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei mais um gnomo, devo confessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gnomos são estúpidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é melhor não deixar mais nenhum pra encarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116326678271090711?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116326678271090711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116326678271090711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116326678271090711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116326678271090711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/maria-helena-bandeira_11.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116299420107554070</id><published>2006-11-08T11:55:00.000-02:00</published><updated>2006-11-08T11:56:41.100-02:00</updated><title type='text'>MARCELO FERRARI</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Explicação da Galinha &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olá, eu sou “a” galinha. Sim, eu sou a primeira, aquela que botou o ovo em que todos vocês estão contidos. Estou aqui pra esclarecer e acabar de uma vez por todos com esta polemica que tem torturado e tirado o sono de muitos filósofos e pensadores: “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. A resposta é simples: quem nasceu primeiro fui eu, é claro! Antes de mim, nem antes tinha. Será que é tão dificil entender isto? A polemica só se estende porque vocês insistem em cantar de galo. Sejam mais humildes! O que vocês precisam admitir é que se vocês são minha imagem e semelhança, logo, vocês são o ovo. E se vocês são o ovo, logo, eu sou a galinha. Óbvio também, não é? Outro equivoco que quero desfazer, é desta crença de que eu botei vocês em 7 dias (sabe-se lá quando) e depois os abandonei ciscando pelo universo. Por favor, vocês é que precisam abandar esta crença. Vocês, e tudo que existe, mesmo aquilo que existe mas vocês não podem compreender, são o que eu chamo de ovo bumerangue. Ou seja, eu boto tudo que existe num instante, mas retiro tudo sem que percebam, para que eu possa re-botar de novo no instante seguinte. Assim, eu não abandono vocês nunca, nem por um instante, pois este movimento de entrar e sair da minha cloaca, é a própria mola do relógio da vida do universo. Bem, estando estas questões devidamente explicadas, vou me retirando de ovo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116299420107554070?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116299420107554070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116299420107554070' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116299420107554070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116299420107554070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/marcelo-ferrari_08.html' title='MARCELO FERRARI'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07416177204968942644'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116293843382524205</id><published>2006-11-07T17:19:00.000-02:00</published><updated>2006-11-08T01:54:26.400-02:00</updated><title type='text'>ALE EDO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;QUERIA TER &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NASCIDO HOMEM&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;Tire a segurança de Dona Vagina, e ela vira um bicho. Tire o poder de Dom Pênis, e ele vira uma bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dr.Divã, o maior medo do macho é perder o poder, o domínio, a potência. E o maior medo da fêmea é perder a segurança, que só o poder é capaz de garantir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lésbica ou não, Dona Vagina faz de tudo pra se assegurar fisica e afetivamente. Vive em função de Dom Pênis, esteja ele na forma de namorado, pai, borracha, dedo, sapato, gravata, cartão, chave, motor, língua, músculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fisicamente, Dona Vagina precisa do convexo. Quimicamente, ela precisa dessa testosterona. Socialmente, ela precisa dessa família, tanto pra proteger sua pele quanto sua prole.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;Psicologicamente, Dona Vagina não costuma aceitar essa dependência. Em vez de amar Dom Pênis, ela prefere invejá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Pênis não mais semeia mulheres como antigamente. Hoje, câncer de mama é moda. Elas estão cada vez mais competitivas, práticas, parecidas com eles. Cortam o cabelo, cortam a menstruação, botam a calça e pisam fundo na selva de pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a teoria peniana penetrasse mais fundo em nosso dia-a-dia, o problema da economia e da depressão estaria resolvido. Infelizemente, essa teoria ainda não matou a questão a pau. Parece que o buraco existencial de Dona Vagina é mais embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, talvez Dona Vagina não tenha inveja do poder, mas da liberdade gozada por Dom Pênis, que, apesar de sua incompotência pra protegê-la, mija, coça e cospe onde bem entende – sem culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Vagina se sente culpada por parir tanto macho incompetente. Sente-se insegura. Necessita de absorvente, pra estar sempre livre como eles. Precisa de hormônio, pra controlar a porra da TPM. Tem que ir ao shopping, pra evitar a deprê. Além da dependência psicofísica, ela sofre a dependência psicossocial: quando ele trai, é o comedor; quando ela trai, é a puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varões são menos dependentes. Só criaram a civilização pra seduzi-las. Pra conquistá-las, botaram a bandeira no mastro. Se não fosse por elas, todos viveriam sem fronteiras, sob a lei do mato.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Eles são metidos por natureza, mas não são superiores. Afinal, elas podem perder a segurança e reconquistá-la. Eles não. Se forem castrados, não haverá santo, deusa ou viagra que dê jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grosso modo, foi isso o que Dom Pênis quis dizer quando sacou essa teoria do caralho. Sem fraude, Freud foi um animal, que se fazia de intelectual pra seduzir as donas do divã. Precisava delas, pra guardar seu bem mais precioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo animal, seja macho, seja fêmea é dependente e medroso. Todo animal racional, na verdade, queria de ter nascido homem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;•&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116293843382524205?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116293843382524205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116293843382524205' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116293843382524205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116293843382524205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/ale-edo.html' title='ALE EDO'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116260444708731150</id><published>2006-11-04T22:35:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T13:21:09.643-03:00</updated><title type='text'>MARIA HELENA BANDEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/1600/coracao%20suburband.9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7413/1346/320/coracao%20suburband.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Quem tem medo do brega mau?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Muitos fogem do óbvio como da cruz. Mas é contradição explícita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O óbvio parece sem-graça, no entanto é absolutamente difícil, diria mesmo impossível. E só pode ser alcançado através de iluminações. Estou falando sério. O óbvio é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando explicar: tudo mais é apenas manifestação de verdades relativas. O óbvio é algo que escapa a nossa percepção comum. Bom... talvez esteja usando a palavra errada. Aliás, tenho certeza de que estou usando a palavra errada, mas tento explicar o inexplicável. O óbvio transcende a verdade que tem muitas faces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o brega, uma das faces do obvio com paetês é o demônio. A pieguice explícita é manifestações da nossa humanidade plena, debulhada em milhos de afeto pelo chão de estrelas do banal.&lt;br /&gt;Piegas é algo que foi além do sentimental para atingir o wandismo explícito. Mas onde está a fronteira?. Atire a primeira carta de amor aquele que não se idiotizou por amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser óbvia demais seria uma redundância impossível. O óbvio é um insight do simples. Nada mais complicado. Piegas depende das doses que a gente toma e do nível de paixão ou amizade que a gente tem.&lt;br /&gt;Tudo isto para concluir – viva o óbvio e o brega! Todos os exageros, mesmo os absurdos! Abaixo a censura prévia da bobice afetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voto na bobagem, no obvio ululante rodrigueano, na faixa de gaze da pieguice explícita, em tudo que é humano e não me é estranho.&lt;br /&gt;Amanhã estarei curada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116260444708731150?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116260444708731150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116260444708731150' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116260444708731150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116260444708731150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/maria-helena-bandeira.html' title='MARIA HELENA BANDEIRA'/><author><name>Helena</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17594058166864531497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05617925159236101205'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116257508346848864</id><published>2006-11-03T14:25:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T14:39:55.163-03:00</updated><title type='text'>ALE EDO &amp; RICARDO KELMER</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CHAMAM DE XAMANISMO!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xamanismo surgiu na fria região do norte asiático, exatamente na Sibéria, onde existe a maior reserva mineral do planeta. Nessa religião primitiva, xamã é a figura central, que funciona como intermediário entre o mundo tridimensional e os mundos extradimensionais. Como líder espiritual das comunidades, o xamã é responsável pelas curas, feitiços, exorcismos, milagres, condução de almas, previsões, revelações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A palavra “xamã” provém do tungue “saman”, que, nessa língua siberiana, significa “esconjurador”. Sua atuação pode ou não envolver estados de transe e êxtase. O indivíduo torna-se xamã, geralmente, por vocação espontânea, por hereditariedade ou por escolha da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Neoxamanismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais pura expressão do xamanismo se encontra entre povos do Ártico e da Ásia central. Mas hoje, mitos e ritos xamanísticos parecem também no sudeste asiático, na Oceania e, sobretudo, nas culturas ameríndias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O neoxamanismo se mostra mais compatível com tradições de povos que têm na caça a base de sua economia e acreditam na existência da alma imortal, tantos em animais, vegetais e minerais, como é o caso dos indígenas da América.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A seguir, o escritor Ricardo Kelmer nos mostra que o xamanismo é uma tradição natural, impossível de ser adquirida por legiões urbanas sem a deturpação globalizada. Essa deturpação quer ser chamada “neoxamanismo”. Mas não passa de…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Pseudoxamanismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria… O antigo sistema das sociedades primitivas, que girava em torno do xamã e sua técnica do êxtase, é o novo xodó dos místicos de fim de semana. Agora espaços esoterudos oferecem “cursos de xamanismo” e muitos “formam xamãs”. É como fazer um curso para tornar-se gênio. Gênios existem, claro, mas o último lugar para encontrar um, pode ter certeza, seria num curso para gênios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O xamanismo, a rigor, é um fenômeno religioso originário de sociedades primitivas da Sibéria e da Ásia central e que tem no xamã o centro da vida mágico-religiosa da comunidade. Por dominar as técnicas do êxtase e ser capaz de acessar mais facilmente estados especiais de consciência e, com isso, se locomover com fluidez pelas várias dimensões da realidade, aos xamãs era atribuída a competência de intermediar o mundo físico e o espiritual, utilizando o conhecimento adquirido nas incursões ao além para ensinar, curar, realizar atos milagrosos e também entreter os membros da comunidade. O xamã encarnava em si as funções de professor, sacerdote, feiticeiro, médico e muitas vezes poeta e artista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Nessas sociedades não havia curso de fim de semana para formação xamanística. Excluindo-se raras exceções, alguém se tornava xamã por vocação natural: o indivíduo era simplesmente compelido a aceitar o destino, mesmo a contragosto. Era comum também a transmissão hereditária do ofício. Em qualquer das vias, antes de ser reconhecido como xamã, o indivíduo (geralmente varão) inevitavelmente passava por um delicado e doloroso processo de iniciação. Esse processo podia ser desencadeado naturalmente por uma doença ou sistematicamente ritualizado sob orientação de um xamã experiente. É isso que permitia ao futuro xamã efetuar uma notável reintegração psíquica, aflorando suas potencialidades e preparando-se convenientemente para as funções que desempenharia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Essa preparação não era algo, digamos, festivo. Longe disso. Como todo verdadeiro processo de iniciação, nesse também havia dúvidas, temores e sofrimentos difíceis de suportar. O futuro xamã experimentava a morte e a ressurreição místicas, padecendo terrivelmente sob todos os horrores de seu inferno íntimo para depois emergir à vida cotidiana sobrevivido e triunfante, mais sábio e mais forte. Somente se submetendo a todos os rigores desse processo de morte e renascimento pessoal é que o indivíduo podia se tornar um xamã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;strong&gt;Mãe Natureza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para nós, ocidentais civilizados, entendermos melhor o que se convencionou chamar “xamanismo”, é preciso ter sempre em mente que os antigos compreendiam a Terra como um ser vivo, dotado de uma espécie de inteligência e vontade própria, e os seres humanos, assim como animais, plantas e minerais, eram parte integrante do imenso organismo planetário, todos igualados em importância. Mais que um ser vivo, entretanto, a Terra era a Grande Mãe, que gera e nutre todas as suas criações com infinito amor, ensinando e guiando os seres humanos vida afora. Assim sendo, a Natureza inteira era algo sagrado, e desrespeitar suas leis era atentar contra a própria vida, contra toda a comunidade e contra a Sagrada Mãe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O xamã, nesse contexto de espontânea interação com a Natureza, é alguém dotado de poderes especiais para manter-se num contínuo estado de profunda comunicação com o espírito da Terra, a quem jurou obedecer e defender até o último de seus dias. Como se possuísse antenas hipersensíveis, o xamã está intimamente conectado à alma do mundo e por isso vive em si mesmo o equilíbrio vital do planeta, imperceptível à maioria: se a Terra adoece, ele adoece também.&lt;br /&gt;Em reconhecimento à sua lealdade e reverência, a Grande Mãe põe à disposição do xamã segredos do mundo animal, vegetal e mineral, para onde ele, em espírito, vai freqüentemente em busca de informações úteis ao bem-estar de sua comunidade. Quanto mais ele sabe, mais servo se torna. Quanto mais se anula, mais ele pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Deturpação misticóide&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste com a humildade espiritual desses antigos guardiões da tradição xamânica, muitos dos que hoje se dizem “xamãs” ostentam o título feito um estandarte, anunciando as maravilhas que têm para oferecer. Se de fato entendessem o que significa a função que tanto se pretendem impor, jamais vestiriam a antiga tradição com roupas tão vistosas, tampouco a exibiriam em poses tão constrangedoras nas vitrines coloridas de seus cursos “místicos”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O xamanismo, esse milenar sistema místico-filosófico-religioso existiu em inúmeras sociedades de todo o planeta, inclusive na América e no Brasil, onde os pajés são os xamãs. O advento da civilização, sobretudo da globalização, invadindo e exterminando sem consideração às culturas nativas, empurrou os resquícios da tradição xamânica para os escombros do que restou de suas sociedades, onde mantiveram um fio de vida suficiente para chegar aos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Atualmente a tradição xamânica dos povos primitivos experimenta uma espécie de retorno, atraindo o interesse de pesquisadores e curiosos. Apesar de atrair também, como não poderia deixar de ser, os mesquinhos interesses comerciais da mentalidade consumista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Por trás disso tudo pode-se captar um legítimo anseio das pessoas em religar-se a antigos valores esquecidos por nosso mundo civilizado: uma vida mais simples, natural e fluida, em harmonia com as leis, ciclos e biodiversidades.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Num mundo onde o cientificismo impõe sua ditadura aos pensamentos e a tecnologia nos torna escravos de máquinas cada vez mais autônomas, essa busca por resgatar tradições ligadas à Terra nada mais é que uma reação natural da espécie humana que começa a entender, finalmente, o imenso perigo que criamos ao nos mantermos desconectados da alma do planeta e unilateralizados em nosso racionalismo exagerado que despreza a sabedoria natural da vida. É um anseio genuíno, sim, que faz com que as pessoas, na melhor das intenções, busquem satisfazê-lo em livros, cursos e vivências. É uma boa notícia. Infelizmente, se a facilidade das comunicações possibilitou a disseminação rápida e maciça da informação, por outro lado proporcionou a tendência à superficialização de todos os temas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Bilhões de informações circulam a todo instante, mas o conteúdo da maioria não enche uma colher. É como estar numa imensa feira de produtos, cercado de vendedores, ofertas e promoções por todo lado: na urgência de adquirir algo, as pessoas não têm discernimento suficiente para enxergar além da embalagem.&lt;br /&gt;Com o xamanismo ocorre algo parecido. Confusas na imensa feira da salvação, as pessoas tendem a comprar qualquer produto que lhes prometa coisas diferentes, novos universos, sensações exóticas. Dessa forma vão a vivências, freqüentam cursos, batem tambor, visualizam seu animal de poder e se dizem “praticantes de xamanismo” quando, na verdade, estão apenas saltitando pelos aspectos mais superficiais da antiga tradição, feito alguém que molha os pés nas ondinhas que morrem na praia e nunca experimenta, de fato, o que é o mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Sei que é impossível reproduzir atualmente as condições em que floresceram as tradições xamânicas. O mundo mudou, as circunstâncias são diferentes. Nossa cultura se desfez dos antigos ritos de passagem, e a maioria dos que ainda mantemos perdeu o significado mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A mentalidade civilizatória nos desconectou do espírito da Terra e hoje parecemos um bando de zumbis a vagar pela vida à procura do sentido que um dia tanto enriquecia e guiava nossa existência. Não temos que voltar ao passado: precisamos é reencontrar o caminho perdido e vencer o atual impasse evolutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Da cultura à natura?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje, as festas chamadas “raves”, que se proliferam em países do mundo inteiro, parecem incorporar aspectos da antiga tradição xamânica, ainda que distante do contexto original. Embalados pela música eletrônica que remete às hipnóticas batidas tribais e pelo êxtase provocado pelas drogas sintéticas, as pessoas alteram o funcionamento normal da mente e do corpo e vivenciam intensas experiências, dançando e se abraçando a noite inteira. Por proporcionar isso, muitos dos caras que controlam a trilha sonora das festas aceitam o rótulo de “tecnoxamãs” – mais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;uma ridícula deturpação da tradição. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;As raves são um fenômeno recente, merecedor de análises mais aprofundadas. Porém, à primeira vista, me chamam a atenção o êxtase grupal provocado pela combinação de música e droga, a presença de fogueiras e o fato de serem comumente realizadas longe dos edifícios das grandes cidades. Seria uma manifestação atual das antigas tradições, feito uma necessidade que emerge, espontânea e distorcida, das profundezas da psique coletiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. Só sei que a antiga tradição está de volta. É uma boa notícia. Mesmo deturpada pela maioria das pessoas ela ressurge, atravessando os séculos, para nos lembrar que precisamos urgentemente integrar em nossa consciência os antigos valores e, com isso, nos tornarmos seres mais inteiros. Precisamos nos reconectar ao espírito da Terra, voltando a tratá-la com reverência e gratidão, antes que atinjamos o fatídico ponto onde a Grande Mãe, exaurida em suas forças, já não pode mais nutrir seus filhos. •&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116257508346848864?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116257508346848864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116257508346848864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116257508346848864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116257508346848864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/ale-edo-ricardo-kelmer.html' title='ALE EDO &amp; RICARDO KELMER'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116239280252362123</id><published>2006-11-01T11:51:00.000-03:00</published><updated>2006-11-01T12:03:07.710-03:00</updated><title type='text'>MARCELO FERRARI</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Que Importa Agora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não importa quantos pernilongos você matou a noite passada. Não importas quantas arvores você plantou no seu bairro durante as férias. Não importa quantos livros você leu ou quantos escreveu. Não importa quanto dinheiro você ganhou honestamente. Não importa se roubou o dinheiro. Não importa se esteve sentado em uma sala de reuniões, bebendo café, fumando cigarros e decidindo o destino da humanidade. Não importa se o leite fervido derramou. Não importa se você chorou o leite derramado. Não importa se você esqueceu de dar descarga no banheiro. Não se subiu na vida de escada rolante. Não importa com quem você se casou. Não importa porque se separou. Não importa com quem ficou com os discos do Pinxinguinha. Não importa porque você se casou de novo. Não importa se você teve dois ou três filhos. Não importa se o seu cachorro fez xixi na roda do seu carro. Não importa se você não pode nunca comprar presentes no natal. Não importa se o homem já pisou na lua ou não. Não importa se você pisou na bola com o seu melhor amigo. Não importa se você foi a igreja. Não importa se o presidente, o clima e o PIB do seu país é assim. Não importa se o bife é assado. Nada disto importa agora. O que importa agora, é que acordar agora, é perceber que estava sonhando, antes. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116239280252362123?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116239280252362123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116239280252362123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116239280252362123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116239280252362123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/11/marcelo-ferrari.html' title='MARCELO FERRARI'/><author><name>marcelo ferrari</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01225530637181914115</uri><email>emailferrari@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07416177204968942644'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19025513.post-116226566348191536</id><published>2006-10-31T00:32:00.000-03:00</published><updated>2006-10-31T00:34:23.486-03:00</updated><title type='text'>RICARDO KELMER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O ESOTERISMO MORREU?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esoterismo significa, originalmente, a parte mais oculta de uma filosofia, religião ou tradição. É parte menos visível do corpo geral por ser mais profunda e de difícil compreensão. Por isso ela requer dos pretendentes sincera dedicação para ser alcançada e compreendida. Essa dificuldade torna-se, a bem dizer, uma barreira natural aos aspectos mais profundos das tradições místicas e religiosas, e assim eles prosseguem, exclusivos àqueles que persistem e conseguem acessá-los. Desse modo, os ensinamentos esotéricos se preservaram das perseguições e das transformações sociais e chegaram ao nosso mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, a parte mais visível das tradições sempre foi abertamente oferecida às pessoas que se contentavam com sua simplicidade. Bebiam desses aspectos triviais livremente, sem precisar passar por severos ritos de iniciação ou ter de se dedicar durante anos ao aprofundamento. Esses aspectos mais vulgares são a parte exotérica (exo, do grego “exterior”), exatamente o contrário da parte esotérica (eso, do grego “interior”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ocidente as antigas tradições místicas se mantiveram vivas mesmo sob extrema intolerância e perseguição por parte das religiões oficiais, como fez a Igreja Católica, entre os séculos 14 e 18, com sua “Santa” Inquisição. No séc.19 a facilidade crescente dos transportes e das comunicações tornou as tradições mais conhecidas. No séc.20, com a explosão da contracultura nos anos 60, as bandeiras de paz, amor e igualdade ganharam a mídia, e a espiritualidade, desatrelada das religiões formais, ganhou espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi justamente num dos aspectos da espiritualidade, o esoterismo, que a mentalidade mercantilista do Ocidente farejou grande potencial de consumo. No entanto, como tornar popular (para vender mais) algo que necessita de tempo, dedicação, estudo e seriedade extrema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída então foi vestir a magia e o mistério do esoterismo com uma roupinha mais leve, mais fácil, que desse para usar em qualquer ocasião. Foi assim que a cultura esotérica tornou-se popular e, mais que isso, massificada. Uns aproveitaram a quantidade de informações circulante para, de fato, se aprofundar no esoterismo. Mas a grande maioria ateve-se aos aspectos mais visíveis e superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esoterices&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o esoterismo superficial é um contra-senso e esoterismo pop jamais será esoterismo de verdade, seu sucesso teria necessariamente que decretar sua deturpação. Foi o que ocorreu. A maior parte do que se vê por aí como “esotérico” são apenas aspectos triviais, caricatos e até risíveis de ensinamentos profundos que durante séculos foram passados de iniciado a iniciado, com cuidado e reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo disseminadas e desvirtuadas na promiscuidade da mídia fácil e das comunicações instantâneas como a internet, as profundas tradições místicas e religiosas continuam com a essência guardada aos que se dispõem ao esforço do aprendizado. São como algo valioso que pode até circular entre muitos mas que, para alcançá-lo de verdade, tem-se de passar pelo inevitável e insubornável guardião da iniciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 70 vieram com o beatle John Lennon avisando que o sonho acabara e o movimento hippie percebendo que flores, de fato, não venceriam canhões. Porém a espiritualidade, despertada nos anos 60 e vivenciada agora sem o peso e as limitações das formalidades religiosas, já se incorpora à cultura ocidental. Foi o esoterismo pop, no entanto, esse monstrengo ideológico, que se mostrou mais vendável e assim tudo passou a ser “esotérico” para poder vender: era a sensação consumista dos anos 90. Shirley McLaine, no cinema, falou de vidas passadas e o mago Paulo Coelho, nos livros, tornou-se fenômeno mundial de vendas. Agora, início do novo milênio, para desespero de seus críticos, o furacão do esoterismo pop ainda mostra fôlego, explorando (e deturpando) aspectos das tradições milenares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espiritualidade do novo milênio é multifacetada, reflexo do caos de valores e informações. Apesar disso é interessante ver que em muitas pessoas a espiritualidade mostra-se mais madura e menos bitolada. Em certos momentos, inclusive, ela e a ciência convergem, diluindo aos poucos os deslumbres do esoterismo pop numa conscientização mais ampla, abrangendo urgentes questões bioéticas, sociopolíticas, ecológicas e indígenas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ffcc33;"&gt;Anjos, pirâmides e vidas passadas ainda vendem horrores. Mas a espiritualidade atual também flerta com valores como respeito à Natureza, às liberdades individuais e à diversidade das crenças. E inclui também, boa notícia, o autoconhecimento psicológico. Até que nem tanto esotérico assim…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19025513-116226566348191536?l=7erros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://7erros.blogspot.com/feeds/116226566348191536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19025513&amp;postID=116226566348191536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116226566348191536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19025513/posts/default/116226566348191536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://7erros.blogspot.com/2006/10/ricardo-kelmer_31.html' title='RICARDO KELMER'/><author><name>ALE EDO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13350183047338907352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='08492448527256733738'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>